Premiê britânico anuncia investigação sobre guerra no Iraque

Por Frank Prenesti e Adrian Croft LONDRES (Reuters) - O primeiro-ministro britânico Gordon Brown anunciou nesta segunda-feira uma investigação amplamente aguardada sobre a decisão do país de aderir à invasão ao Iraque em 2003. Mas opositores o acusam de falta de transparência por não abrir o inquérito ao público.

Reuters |

Os governos de Brown e de seu antecessor, Tony Blair, resistiram à pressão para investigar a participação no conflito até que as tropas britânicas saíssem do Iraque.

Atualmente com apenas 500 soldados britânicos no Iraque, Brown disse ao Parlamento: "Agora é a hora certa para nos assegurarmos de que vamos ter um processo adequado para aprender as lições dos complexos e muitas vezes polêmicos eventos dos últimos seis anos".

Analistas dizem que Brown pode ter apresentado a investigação para aumentar sua base de apoios à esquerda do Partido Trabalhista e entre eleitores descontentes do partido depois do fracasso desastroso nas eleições europeias e da tentativa de rebelião contra ele neste mês.

Mas ele provocou críticas ao se recusar a tornar as audiências públicas, citando preocupações de segurança nacional, e por limitar os investigadores a um grupo de altos funcionários civis e acadêmicos.

Brown também afirmou que a investigação pode levar cerca de um ano, colocando-a além da próxima eleição nacional e, com isso, evitando um possível dano político ao governo.

"Todos sabem que a invasão do Iraque foi o maior erro em política externa que esse país cometeu em gerações", disse Nick Clegg, líder do grupo opositor dos Liberais Democratas, que se opôs à guerra.

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