Sydney (Austrália), 17 jul (EFE).- O primeiro-ministro australiano, Kevin Rudd, afirmou hoje, ao receber o papa Bento XVI na Austrália, que respeitará a decisão do pontífice quanto a um eventual pedido de perdão às vítimas de abusos sexuais cometidos por padres católicos.

"Sua Santidade é bem-vinda como apóstolo da paz em uma época em que uma voz pela paz é muito necessária para todos. Também é bem-vinda como a voz dos pobres do mundo", disse o premiê ao dar boas-vindas ao papa.

Antes de receber ao pontífice, Rudd disse que o Governo não falaria sobre se Bento XVI deveria ou não comentar os abusos sexuais cometidos por membros da Igreja.

"Como todos os australianos, tenho muita vontade em saber o que o papa vai nos dizer, mas um pedido de desculpas é assunto da Igreja e respeito as decisões que (o pontífice) tomar", declarou o chefe de Governo da Austrália.

O líder da Igreja Católica no país, o arcebispo de Sydney, cardeal George Pell, disse várias vezes que o papa pediria perdão pelos abusos sexuais cometidos por membros de sua Igreja, tal como fez nos Estados Unidos em abril deste ano.

No entanto, o porta-voz do Vaticano, Federico Lombardi, disse ontem à noite que o papa não assumiu compromisso algum.

Lombardi sugeriu que o Pontífice pode vir a se manifestar sobre os casos por meio de uma "declaração" escrita, mas não fazer um referência aos abusos sexuais em seus discursos.

Na opinião do primeiro-ministro australiano, o pedido de desculpas feito pelo papa às vítimas americanas de abusos sexuais causou grande "bem-estar e alívio". EFE mg/sc

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