Premiê australiana vence disputa interna do Partido Trabalhista

Julia Gillard derrotou o ex-ministro das Relações Exteriores Kevin Rudd por 71 votos a 31 para o mais alto posto do partido

iG São Paulo |

A primeira-ministra australiana, Julia Gillard, derrotou em uma votação interna o ex-ministro das Relações Exteriores Kevin Rudd, destituído do cargo de chefe de governo em 2010 , confirmando-se na liderança do Partido Trabalhista.

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Julia Gillard fala sobre vitória na disputa interna no Partido Trabalhista
A ex-advogada de 50 anos venceu a votação secreta por 71 a 31 votos, a maior diferença registrada em uma consulta interna trabalhista, apesar da popularidade em queda da primeira-ministra. "A questão da liderança está solucionada. Posso assegurá-los que este drama político está resolvido", declarou Julia Gillard. "Unidos, podemos vencer as próximas eleições", completou.

Gillard disse a jornalistas após a votação que os australianos estão fartos de brigas políticas, e prometeu que seu governo agora irá se unir e priorizar os interesses do eleitorado. Contrariando o que dizem as pesquisas, ela afirmou que os trabalhistas poderão obter um novo mandato na eleição prevista para ocorrer até meados de 2013.

Após especulações: Premiê australiana põe liderança partidária em votação

A votação foi convocada depois de Rudd renunciar ao cargo de chanceler e anunciar que desejava retomar da liderança do Partido Trabalhista e o cargo de premiê, do qual havia sido derrubado por um golpe interno em 2010. Rudd, que anunciou na semana passada a saída do governo para desafiar Julia Gillard, aceitou o resultado e prometeu trabalhar para a reeleição da premiê.

Pesquisas recentes e analistas apontam vantagem dos conservadores em relação aos trabalhistas nas legislativas de 2013. A pesquisa Newspoll, divulgada nesta segunda-feira, no entanto, mostrou um avanço de dois pontos percentuais nas intenções de voto para o trabalhismo, que agora tem 47% de apoio, contra 53 da oposição conservadora.

Substituição

Gillard disse que em breve anunciará um novo chanceler para o lugar de Rudd. É possível que ela aproveite para fazer outras mudanças no gabinete, afastando ministros que haviam apoiado seu rival.

Kevin Rudd: Chanceler renuncia e abre crise para premiê da Austrália

Ela também precisará substituir o tesoureiro-assistente Mark Arbib, líder de um setor que participou do golpe interno contra Rudd em 2010, e que anunciou na segunda-feira que irá deixar a política para contribuir com a unidade trabalhista.

A vaga de Arbib no Senado será ocupada por outro trabalhista. Assim, a sua renúncia não colocará em risco a governabilidade do governo trabalhista minoritário.

*Com Reuters

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