Premiê ataca OCDE por considerar Luxemburgo um paraíso fiscal

Praga, 3 abr (EFE).- O primeiro-ministro luxemburguês, Jean-Claude Juncker, atacou nesta sexta-feira duramente a Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento na Europa (OCDE), à qual qualificou de máquina de pensamento único, por ter incluído seu país na nova lista de paraísos fiscais.

EFE |

A OCDE divulgou ontem, a pedido do G20, uma nova lista que situa a Costa Rica, Uruguai, Malásia e Filipinas como os territórios menos voluntários em matéria de informação fiscal.

Em uma "lista cinza" aparecem outras 38 jurisdições - entre elas Luxemburgo, Áustria e Bélgica, os três parceiros da UE que têm sigilo bancário - que se comprometeram a respeitar os padrões internacionais sobre troca de informação fiscal, mas que ainda não o fazem de forma substancial.

Embora tenha assegurado que não o incomoda aparecer nessa classificação, Juncker não pôde esconder sua indignação e criticou os métodos de trabalho da OCDE, especialmente não ter consultado com os Governos de seus países-membros - como Luxemburgo - antes de acrescentá-los à lista.

Segundo o premiê luxemburguês, a OCDE "é uma máquina de pensamento único, de desregulação desenfreada e sem limite".

Também assegurou que a nova lista sobre os "paraísos fiscais" - que foi elaborada, segundo sua opinião, com precipitação - é uma questão "pouco importante" em comparação com as outras decisões adotadas ontem pelos líderes do G20 na cúpula realizada de Londres.

O primeiro-ministro se esforçou em explicar que a parte da lista em que aparece seu país, assim como a Bélgica, Áustria e Suíça, é puramente "factual". EFE epn/ma

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