Premiados com Nobel da Paz pedem um mundo sem armas nucleares

Tóquio, 18 mai (EFE).- Dezessete agraciados com o Prêmio Nobel da Paz, entre eles o argentino Adolfo Pérez Esquivel, o costarriquenho Oscar Arias e a guatemalteca Rigoberta Menchú, defendem um mundo sem armas nucleares em uma declaração conjunta.

EFE |

Com esse texto, publicado hoje no jornal japonês "Chugoku Shimbun" com sede em Hiroshima (sul do Japão), os Prêmios Nobel se somam ao apelo do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, a favor do desaparecimento das armas nucleares no mundo.

A declaração publicada pede que os cidadãos pressionem seus líderes para conseguir a abolição deste tipo de armamento antes que se celebre em 2010 a Conferência para a Revisão do Tratado de Não-proliferação de Armas Nucleares.

"Pela primeira vez em muitos anos, existe a oportunidade de um movimento genuíno para a redução e a eliminação das armas nucleares", diz a chamada "Declaração de Hiroshima-Nagasaki dos Laureados com o Nobel da Paz".

"Podemos pôr fim à proliferação e estabelecer um caminho para a abolição, ou esperar que horrores como os de Hiroshima e Nagasaki se repitam", disseram os agraciados, se referindo ao lançamento das bombas atômicas por parte dos EUA que causaram mais de 400 mil vítimas ao longo dos anos.

Entre os agraciados com o Nobel da Paz que assinam a declaração também estão o sul-africano Desmond Tutu (1984), o Dalai Lama (1989), a queniana Wangari Maathai (2004), o egípcio Mohamed ElBaradei (2005) e o bengalês Muhammad Yunus (2006). EFE icr/ma

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