Segundo prefeito Boris Johson, líder americano terá pagar R$ 26,53 por veículo que o levava circular no centro da cidade

O prefeito de Londres, Boris Johnson, declarou nesta quinta-feira que a escolta do presidente americano, Barack Obama, incluído seu carro oficial, terá de pagar pedágio urbano por circular pelo centro da cidade durante a recente visita de Estado. 

Johnson enviará ao presidente dos Estados Unidos uma fatura de 10 libras (R$ 26,53) por carro, taxa que será aplicada também ao cadillac oficial do líder, explicou o prefeito ao jornal vespertino Evening Standard.  "Estou surpreso de dizer que o carro do presidente (Obama) pagará pedágio", afirmou Johnson, quem indicou que aplicará a tarifa à comitiva do presidente porque "não houve a interrupção das ruas durante sua visita", ao contrário do ocorrido durante a recente viagem do papa. 

As declarações chegam no meio de uma disputa entre Johnson e a embaixada dos Estados Unidos que, conforme as autoridades de Londres, deve à cidade 5,3 milhões de libras (R$ 14 milhões) em pedágio urbano. 

O corpo diplomático americano acumula mais de 45 mil advertências desde que o pedágio entrou em vigor em 2003, um assunto que o prefeito de Londres tratou com Obama durante seu encontro no Palácio de Buckingham.

"Tivemos uma amistosa conversa e seguiremos tratando o tema", disse Johnson. 

Dívida

Um porta-voz do prefeito assinalou que a fatura pela escolta do presidente Obama seria somada ao mais de 5 milhões de libras da dívida da embaixada americana. 

Segundo o Evening Standard, a embaixada se opõe à tarifa baseando-se em um acordo alcançado em 1960 durante a Convenção de Relações Diplomáticas de Viena, que proibia a imposição de taxas às missões diplomáticas. 

De acordo com a embaixada dos EUA e outras representações diplomáticas da cidade, a tarifa de pedágio urbano é um imposto e, portanto, o presidente americano estaria isento de pagamento.

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