Bogotá, 7 jan (EFE).- As Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) ameaçaram matar vários prefeitos e o governador do departamento de Tolima, a que acusam de apoiar ao presidente colombiano, Álvaro Uribe, informou hoje o diretor da Federação de Municípios, Gilberto Toro.

O funcionário pediu às autoridades reforço nas medidas de segurança dos prefeitos e governadores diante das ameaças das Farc contra os dirigentes políticos do Tolima.

"A verdade é que estamos muito preocupados porque outra vez as Farc estão declarando alvos de guerra os prefeitos, as primeiras-damas e os governadores da Colômbia", disse em uma entrevista à "Caracol Radio".

Toro disse que, em comunicado, os rebeldes ameaçaram os prefeitos das povoações de Ataco, Rioblanco, Chaparral, Planadas e San Antonio por supostamente apoiarem o Governo de Uribe.

"Isto é gravíssimo porque nós não podemos aceitar que por meio de ameaças se destrua a democracia local na Colômbia", disse Toro ao acrescentar que em períodos eleitorais aumentam as ameaças e os ataques contra líderes políticos nas regiões.

"O que se sabe pelos comunicados é que basicamente os reproduzem os funcionários que estão dando apoio ao presidente Álvaro Uribe e que eles vão atacar todos os que apóiem" ao líder, acrescentou.

O representante da Federação de Municípios disse que isso não é razão para justificar uma ação que atenta contra os direitos humanos e o direito internacional humanitário.

A secretária do Governo de Tolima, Martha Padilla, garantiu a segurança dos prefeitos dessa região ameaçados pelas Farc.

"O Exército se comprometeu em oferecer segurança, mas pediu que os prefeitos passem informações sobre os destinos com oito dias de antecedência para organizar os funcionários que serão deslocados", disse a funcionária.

Além disso, lembrou que nesta terça-feira foi realizado um conselho de segurança para fazer algumas recomendações de proteção aos prefeitos devido a que nas épocas pré-eleitorais normalmente se apresentam ataques por parte dos rebeldes.

A guerrilha assumiu nesta terça-feira a responsabilidade pelo assassinato do governador do Caquetá, Luis Francisco Cuéllar, que foi seqüestrado em 22 de dezembro para ser submetido a um "julgamento político" sob a acusação de corrupção, mas o degolaram depois.

Para as Farc, o ocorrido ao governador Cuéllar "é consequência direta da ordem dada por Álvaro Uribe às forças militares do resgate a sangue e fogo". EFE fer/dm

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