Prefeito que ajudou em libertação de jornalistas seqüestrados é detido

Zamboanga (Filipinas), 19 jun (EFE).- Um prefeito e seu filho, que ajudaram a libertar os jornalistas e o professor universitário seqüestrados pelo grupo radical islâmico Abu Sayyaf no sul das Filipinas, foram detidos sob a acusação de cumplicidade com o grupo terrorista, informaram hoje fontes oficiais.

EFE |

Os detidos são Álvarez Isnaji, prefeito de Indanan, cidade da ilha de Jolo situada 1.000 quilômetros ao sul de Manila, e seu filho Haider, que realizou os contatos com os seqüestradores, acusados pelos EUA de manter ligações com a Al Qaeda.

O secretário de Interior filipino, Ronaldo Puno, sustentou que "as acusações podem variar, desde conspiração até responsabilidade direta pelo seqüestro", e acrescentou que os acusados podem ter "realmente ajudado na libertação dos reféns", mas que isso só poderá ser determinado pelas investigações.

Por sua parte, o Governo ordenou uma ofensiva militar na ilha de Jolo, onde ocorreram os seqüestros, para capturar os militantes do Abu Sayyaf.

A jornalista da "ABS-CBN" Ces Drilon e o cinegrafista Jimmy Encarnacion foram seqüestrados em 8 de junho junto com o motorista Angelo Valderrama e o professor universitário Octavio Dinampo, quando tentavam entrevistar líderes de Abu Sayyaf.

Valderama foi libertado em 12 de junho, após o pagamento a seus seqüestradores de 100 mil pesos (US$ 2.252), enquanto os demais foram libertados na terça-feira passada.

Os seqüestradores exigiram o pagamento de 15 milhões de pesos (US$ 337.838) pelo resgate de Drilon, Encarnacion e Dinampo, embora as autoridades neguem ter feito os pagamentos aos seqüestradores.

EFE rp/gs

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