Madri, 21 jan (EFE).- A Justiça espanhola aceitou processar um prefeito do sudeste da Espanha acusado de injúrias graves ao rei Juan Carlos I, chamado de corrupto pelo réu.

Em 14 de abril do ano passado, o prefeito de Puerto Real, José Antonio Barroso, pertencente à coalizão Esquerda Unida, fez um discurso por ocasião do aniversário da proclamação da 2ª República espanhola.

Durante o pronunciamento, Barroso disse ainda que "(Juan Carlos) Borbón é o filho de um crápula" e "filho de uma pessoa de condição licenciosa, deplorável, desagregável (...)".

Em um terno divulgado hoje, a Justiça espanhola aceitou o caso apresentado pela Promotoria, que pede que o prefeito seja multado em 10,8 mil euros, e determinou que Barroso pague 12 mil euros de fiança em 24 horas caso tenha queira assegurar suas responsabilidades civis.

No discurso que o levou a ser processado, o prefeito "desafiou" a imprensa a publicar "a condição corrupta do chefe de Estado".

"Se algo tivesse que ser aplicado à pessoa dele, e não a nenhum imigrante que vem construir este país, seria a Lei de Estrangeiros.

É algo do que devemos nos envergonhar", disse na ocasião.

Em outubro do ano passado, quando foi testemunhar em uma audiência, o prefeito disse que na Espanha "não se pode falar do rei nem de seus negócios, de seus sócios e de sua fortuna de origem desconhecida", porque, declarou, "o rei é inimputável, inviolável e inqualificável". EFE rbf/sc

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