Prefeito é processado por injúrias ao rei da Espanha

O juiz da Audiência Nacional (principal instância penal espanhola), Fernando Grande-Marlaska, decidiu abrir processo contra o prefeito da cidade de Puerto Real (sul de Andaluzia), José Antonio Barroso, por supostas injúrias proferidas contra o monarca espanhol Juan Carlos I, informaram nesta quarta-feira fontes judiciárias.

AFP |

O prefeito teria chamado o Rei de "filho de um crápula" e de "corrupto".

A promotoria havia solicitado o pagamento de multa de 10.800 euros, mas o magistrado exigiu de Barroso o pagamento de fiança de 12.00 euros em 24 horas.

Barroso, integrante da coalizão ecologista-comunista Esquerda Unida, pronunciou em abril de 2008, um discurso, por ocasião do aniversário da proclamação da Segunda República espanhola, durante o qual afirmou que "o rei Bourbon é filho de uma crápula".

O prefeito ressaltou "a condição corrupta do Chefe de Estado (...), o Rei é de natureza corrupta porque essa é condição do cargo , mas também o é como pessoa".

Em dezembro do ano passado, a justiça espanhola absolveu da acusação de "injúrias graves ao Rei" os autores de uma caricatura de Juan Carlos matando um urso bêbado durante uma caçada na Rússia.

O juiz considerou que, "nesse caso, por muito pouco, seus autores não ultrapassaram os limites da liberdade de expressão".

Mas, em outro julgamento, a justiça espanhola condenou Jaume Roura e Enric Stern, dois jovens catalães, ao pagamento de multa de 2.700 euros por terem queimado fotos do monarca e sua esposa, em setembro de 2007 em Girona (Catalunha).

O rei Juan Carlos I é figura pouco criticada na Espanha. A maioria dos espanhóis, no entanto, elogia seu papel determinante durante a transição democrática, após a ditadura de Franco (1939-75).

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