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Prefeito de Roma é criticado por chamar de imprudente mulher violentada

Roma, 24 ago (EFE) - O prefeito de Roma, Gianni Alemanno, foi duramente criticado hoje depois que chamou de imprudente um casal de turistas holandeses agredido brutalmente, cujos agressores ainda violentaram a mulher, nos arredores da capital italiana.

EFE |

O casal de holandeses percorria a Europa de bicicleta e decidiu descansar no sábado para passar a noite em uma região isolada em Ponte Galeria, em Roma, onde foi brutalmente agredido e roubado supostamente por dois romenos, que foram detidos horas depois.

Os dois romenos, que trabalhavam na região como pastores, também violentaram a mulher, que está internada com o marido em um hospital de Roma.

Após o fato, os membros da oposição criticaram a falta de segurança em Roma, apesar das medidas adotadas pelo Governo conservador do primeiro-ministro da Itália, Silvio Berlusconi, como o uso do Exército para patrulhar as ruas.

Alemanno respondeu às críticas dizendo que o casal de holandeses "tinha cometido uma grave imprudência", pois foi agredido "não quando estava saindo de uma estação, mas quando tinham acampado em um local abandonado".

"Não se pode lançar a idéia de que quem passeia pela Piazza Venezia (centro de Roma) tem o direito à proteção do Exército enquanto Ponte Galeria é terra de ninguém", acusou o senador Roberto Di Giovan Paolo, do Partido Democrata (PD), o maior da oposição.

Para a responsável de Políticas Juvenis do PD, Paola Picierno, "Alemanno tem que sentir vergonha de jogar a culpa da agressão contra os pobres turistas holandeses, porque é a mesma mentalidade de quem acusa as mulheres violentadas de terem provocado seus agressores".

O vice-prefeito de Roma, Mauro Cutrufo, defendeu as palavras de Alemanno ao explicar que "os turistas holandeses estavam em uma situação limite e em uma zona rural que dificilmente pode ser controlada".

Por outro lado, o prefeito romano pediu hoje ao Governo italiano a prorrogação da possibilidade de utilizar o Exército para os trabalhos de segurança pública.

No dia 4 agosto, teve início o plano que prevê o uso, durante seis meses, de três mil militares em tarefas de vigilância de alvos e de patrulha, estas últimas junto a agentes das forças de segurança nas maiores cidades da Itália. EFE ccg/wr/db

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