Prefeito de N.York tentará reeleição caso regras eleitorais mudem

Nova York, 2 out (EFE).- O prefeito de Nova York, Michael Bloomberg, anunciou hoje que tentará a reeleição em novembro de 2009 caso seja alterada a regra atual que limita em oito anos a permanência à frente da gestão municipal.

EFE |

"Se o Conselho municipal decidir emendar os limites de mandato pedirei aos nova-iorquinos que considerem meu trabalho como líder independente e decidam se mereço outra gestão", manifestou Bloomberg em coletiva de imprensa.

O milionário empresário sucedeu Rudolph Giuliani na Prefeitura ao vencer as eleições de 2001 como candidato republicano e foi reeleito em 2005 por outros quatro anos, com ampla vantagem sobre o porto-riquenho Fernando Ferrer.

"Como sempre, serão os eleitores que decidirão", disse Bloomberg, cuja posição, anunciada hoje publicamente, já vinha causando polêmica na classe política e entre formadores de opinião nova-iorquinos.

Bloomberg afirmou ter recomendado a seus assessores que trabalhem em conjunto com a equipe da presidente do Conselho, Christine Quinn, para elaborar um projeto de lei sobre limites de mandato.

O prefeito nova-iorquino, de 66 anos, passou os últimos dias analisando com assessores e amigos as conseqüências positivas e negativas de assumir esta posição, depois de ter se manifestado, em ocasiões anteriores, contra prorrogações de mandato.

"Se os eleitores não gostarem do que viram, votarão em outro, como deve ser", reiterou Bloomberg, sem especificar se a proposta que submeterá ao Conselho será para ampliar o mandato somente nesta ocasião ou por mais tempo.

Em 1993, a grande maioria dos nova-iorquinos votou pela limitação em até oito anos do mandato dos prefeitos, posição reiterada em outro referendo, três anos depois.

"Se o Conselho aprovar, assinarei e me candidatarei à reeleição", afirmou o prefeito, que se referiu diversas vezes à crise econômica e os efeitos negativos que ela terá sobre os cofres municipais.

Bloomberg afirmou que a crise atual é diferente da ocorrida após os atentados terroristas de 11 de setembro de 2001 e que a unidade dos nova-iorquinos e o apoio recebido pela cidade permitiram a recuperação da economia em poucos anos.

"O problema que temos hoje é muito diferente. É uma crise de confiança", assinalou Bloomberg, acrescentando que os cidadãos estão preocupados hoje com suas casas, seus empregos "e não têm uma clara resposta de como podem sair disto".

"Teremos dois anos complicados, independentemente do que faça o Congresso. É um problema mundial", analisou Bloomberg, que no início do ano foi alvo de especulações sobre uma possível concorrência à Casa Branca - hipótese que ele mesmo tratou de descartar em fevereiro. EFE vm/jp/rr

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG