Prefeito de Maracaibo não vai a tribunal; audiência por corrupção é adiada

Caracas, 20 abr (EFE).- A audiência preliminar do caso de suposta corrupção envolvendo o prefeito de Maracaibo, Manuel Rosales, foi adiada para o próximo dia 11, depois que o líder opositor não ter comparecido à sessão programada para hoje, informou seu advogado, Morris Sierraalta.

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O adiamento ocorre depois de Rosales ter decidido não participar da audiência preliminar à qual havia sido convocado, e de seus aliados terem anunciado em coletiva de imprensa que tramitam a concessão de asilo político ao dirigente em um "país amigo".

O comparecimento de Rosales "seria um sacrifício inútil", dado que o julgamento contra o prefeito foi "armado" e só "beneficiaria a estratégia do Governo" venezuelano de "perseguir" a dissidência, disse Omar Barboza, presidente do partido Um Novo Tempo (UNT).

Além disso, Barboza anunciou que o líder opositor se encaminharia a esse "país amigo" ao longo das "próximas 48 horas".

Sierraalta denunciou, por sua vez, "irregularidades" no processo, que vão desde o momento em que o acusado foi trasladado de Maracaibo a Caracas, até a entrega incompleta do expediente aos advogados de defesa.

Em março, Rosales foi acusado pela Procuradoria de suposto "enriquecimento ilícito" no período de 2002 a 2004, quando era governador reeleito do estado ocidental de Zulia. O crime acarretaria penas de três a dez anos de prisão.

A Procuradoria também solicitou prisão preventiva para o ex-governador e ex-candidato presidencial, o que seria decidido na audiência judicial prevista hoje, e bloqueou seus bens "até em dobro" do que se calcula que foi o dano patrimonial causado. EFE afs/fr

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