Prefeito de Londres determina investigação sobre racismo na Scotland Yard

Londres, 6 out (EFE).- O prefeito de Londres, o conservador Boris Johnson, ordenou hoje que seja investigada uma denúncia de racismo na Polícia Metropolitana da capital britânica (MET, na sigla em inglês), conhecida popularmente como Scotland Yard.

EFE |

Johnson determinou a investigação depois que a Associação de Policiais Negros da MET (MBPA, na sigla em inglês) anunciou uma campanha para "convencer ativamente" jovens negros e asiáticos que ingressarem na força policial.

A MBPA afirmou que "faltaria com seu dever" se não advertisse os interessados em ser em policiais da "situação hostil e racista" que, segundo a organização, afeta a Scotland Yard.

Johnson afirmou que a Autoridade da Polícia Metropolitana (MPA, na sigla em inglês) - da qual é presidente e que supervisiona a atuação da MET - averiguará "assuntos relacionados com raça e fé" dentro da força policial.

"Patrulhar uma capital multicultural requer que a Polícia tenha a total confiança das comunidades às quais serve, assim como de seus próprios funcionários", disse o prefeito.

Johnson tomou a decisão depois de Ian Blair renunciar ao cargo de comissário-chefe da Polícia Metropolitana após meses de críticas à sua liderança e à gestão de casos polêmicos como a morte do brasileiro Jean Charles de Menezes, assassinado a tiros em 2005 no metrô de Londres por agentes que o confundiram com um terrorista.

Antes de sua renúncia, Blair foi acusado de discriminação racial pelo subcomissário da Scotland Yard, Tarique Ghaffur, de origem asiática, que chegou a abrir um processo contra a corporação.

Atualmente, Ghaffur está afastado do cargo, assim como o agente asiático Ali Dizaei, que também se queixou de discriminação racial na Scotland Yard.

Cindy Butts, a integrante da corporação que comandará a investigação, disse que a Scotland Yard melhorou nesse aspecto "a passos gigantescos" desde 1999, quando um relatório oficial sobre a morte do adolescente negro Stephen Lawrence afirmou que ela era "institucionalmente racista".

No entanto, Butts admitiu ainda haver problemas relacionados a racismo na Polícia Metropolitana.

Nesse sentido, o chefe da Polícia do condado de Kent (sudeste da Inglaterra), Michael Fuller, o mais alto oficial negro no Reino Unido, disse que os agentes de minorias étnicas precisam trabalhar duas vezes mais que seus colegas brancos para progredir em sua carreira profissional. EFE pa/rb/jp

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