Prefeito de Jerusalém diz que as críticas dos EUA não frearão as construções

Jerusalém, 30 dez (EFE).- O prefeito de Jerusalém, Nir Barkat, afirmou hoje que as críticas dos Estados Unidos não terão nenhum impacto na construção de casas na parte oriental da cidade.

EFE |

A exigência dos EUA para frear a construção de imóveis para judeus em Jerusalém Oriental não seria legal em nenhum país do mundo, afirmou o prefeito durante uma visita ao assentamento de Gilo, informou o jornal israelense "Ha'aretz".

O porta-voz da Casa Branca, Robert Gibbs, manifestou na segunda-feira a oposição de seu Governo à construção de novos assentamentos israelenses em Jerusalém Oriental, de maioria de população árabe e que os palestinos reivindicam como capital de seu futuro estado.

"O status de Jerusalém deve ser resolvido pelas partes diante das negociações e com o apoio da comunidade internacional", afirmou Gibbs em uma declaração por escrito.

As declarações de Gibbs seguiram à convocação por parte do Ministério israelense da habitação de uma licitação pública para a construção de 700 casas para colonos na região da cidade, ocupada em 1967 após a Guerra dos Seis Dias e anexada posteriormente por Israel, que considera a cidade "indivisível".

A expansão de assentamentos judaicos é um dos principais obstáculos para o reatamento das negociações entre israelenses e palestinos e foi condenada pelos EUA e a União Europeia.

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, declarou no mês passado uma moratória de dez meses na construção de novas casas para colonos na Cisjordânia, mas a pausa não incluiu prédios públicos, casas cujos alicerces já foram colocados e também não afeta Jerusalém Oriental. EFE aca/dm

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