Quito, 1 out (EFE).- O prefeito de Guayaquil, o opositor Jaime Nebot, voltou hoje a rejeitar o separatismo e a defender a autonomia, após a confirmação de que, em sua cidade, o não foi majoritário no referendo constitucional do domingo, ao contrário que em todo o Equador.

Nebot disse à imprensa local que os resultados eleitorais não implicam em uma divisão do país e especificou que, em Guayaquil, principal centro econômico do Equador, não há intenções separatistas, mas autônomos, e exigiu que seja respeitada a decisão dos habitantes de Guayaquil nas urnas.

A apuração de 100% dos votos em Guayaquil confirmou que o "não" superou o "sim", com 46,97% (553.184 votos) frente ao 45,68% (538.019 votos). O voto nulo representou 6,83% e os votos em branco, 0,52%.

"Aqui, há um pronunciamento sobre um fato concreto: uma Constituição, um modo de vida", disse Nebot, ao acrescentar que Guayaquil "não está polarizada, de modo que a Constituição preciso ser respeitada, mas também é preciso respeitar um pronunciamento local de um modo de vida bem-sucedido".

Em Guayaquil, "somos autonomistas, a autonomia não envolve o conceito de soberania e, se não há soberania envolvida, não pode haver separatismo", disse, segundo o site "Ecuadorinmediato". EFE sm/an

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