Prefeito de Detroit assume culpa em escândalo sexual

Washington, 4 set (EFE) - O prefeito de Detroit (Estados Unidos), Kwame Kilpatrick, declarou-se hoje culpado por obstrução judicial em um escândalo sexual, após chegar a um acordo com a Promotoria pelo qual terá que renunciar e passar quatro meses na prisão. Kilpatrick, de 38 anos, foi acusado de perjúrio, obstrução à Justiça e conduta inadequada no cargo por ter mentido sob juramento sobre uma suposta relação extraconjugal com uma ajudante de seu Gabinete. Apesar disso, durante sete meses ele recusou-se a renunciar à Prefeitura da 11ª maior cidade dos EUA. Por essas acusações, apresentadas em março, Kilpatrick poderia ter sido condenado a até 15 anos de prisão. Como parte do acordo alcançado com a Promotoria, o prefeito de Detroit terá que passar quatro meses na prisão e depois ficará por cinco anos em regime de liberdade condicional. Além disso, terá que pagar, ao longo desses anos, US$ 1 milhão, perderá sua licença de advogado e o direito à pensão que recebe do estado. Como conseqüência do acordo de culpabilidade, Kilpatrick, que exercia seu segundo mandato de prefeito, terá que renunciar em um prazo de 14 dias e não poderá voltar a desempenhar um cargo público nos próximos cinco anos. O presidente do Conselho da cidade, Ken Cockrel, substituirá Kilpatrick à frente da Prefeitura de Detroit até que um pleito especial para designar o novo prefeito seja realizado. Em março, a promotora Kym Worthy apresentou as acusações contra o jovem prefe...

EFE |

No total, a promotora autorizou dez acusações criminais no caso.

A promotora e sua equipe tinham revisado mais de 40 mil páginas de documentos desde janeiro, quando o jornal "Detroit Free Press" publicou trechos das mensagens de texto enviadas por Kilpatrick a Beatty em 2002 e 2003.

As mensagens contradisseram os testemunhos do prefeito e de sua ajudante durante um julgamento em 2007 contra dois policiais, que alegaram terem sido demitidos por investigar se o prefeito teria usado os serviços de segurança para encobrir sua relação extraconjugal.

Nesse julgamento, tanto Kilpatrick quanto Beatty negaram ter mantido uma relação. EFE cae/ab/db

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG