Prefeito de Caracas sugere a militares que desobedeçam Chávez

Caracas, 28 mar (EFE).- O prefeito metropolitano de Caracas, o opositor Antonio Ledezma, pediu hoje aos militares que parem de apoiar incondicionalmente o presidente do país, Hugo Chávez.

EFE |

"Faço à Forças Armadas uma chamado para que tenham presente o conceito de desobediência a atos ilegais", disse Ledezma num encontro de líderes opositores realizado em San Cristóbal, 820 quilômetros a sudoeste de Caracas.

"Se eles continuarem aprovando atos inconstitucionais, continuarem cometendo delitos contra os direitos humanos, tenham em mente que existe o Estatuto de Roma, em vigor no mundo todo", alertou Ledezma.

O prefeito de Caracas também convocou uma "frente nacional" contra Chávez e adiantou uma série de iniciativas que poderiam ser implementadas de maneira quase imediata para fazer frente ao que chamou de "regime ditatorial".

"Achamos que é hora de convocar uma frente nacional em defesa da democracia venezuelana", declarou Ledezma no ato, do qual também participaram o prefeito de Maracaibo, Manuel Rosales, e os governadores da oposição César Pérez, de Táchira, e Henrique Salas, de Carabono.

"Vou propor que sejam realizadas o mais rápido possível jornadas nacionais em defesa dos direitos na convenção da contratação coletiva e uma jornada de protesto nacional contra o alto custo de vida e a insegurança", anunciou o prefeito metropolitano de Caracas.

Além disso, Ledezma disse que proporá "que as regiões organizem um referendo consultivo para que digam se os fundos do Imposto sobre o Valor Agregado (IVA) que o Governo nacional cobra vão para Caracas ou ficam em cada região".

O prefeito disse que encontros como o organizado hoje em San Cristóbal "têm que se repetir", porque "é hora de arriscar o que for necessário para salvar a liberdade e a democracia em risco". EFE rr/sc

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