Prefeito de Caracas pede que Brasil não aceite Venezuela no Mercosul

Brasília, 26 mai (EFE).- O prefeito de Caracas, Antonio Ledezma, enviou uma carta ao Senado brasileiro na qual afirmou que seria muito grave aceitar a entrada da Venezuela no Mercosul, já que aquele país sofre com uma escalada totalitária, na sua opinião.

EFE |

A carta foi divulgada pela "Agência Senado" nesta terça, dia em que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu o chefe de Estado venezuelano, Hugo Chávez, em Salvador. O texto foi recebido pelo presidente do Senado, José Sarney.

A entrada da Venezuela foi aprovada em 2006 pelos Governos de Argentina, Brasil, Uruguai e Paraguai, membros plenos do bloco.

No entanto, a adesão da Venezuela ao Mercosul ainda depende que o tratado correspondente seja referendado pelos congressos de Brasil e Paraguai, como já fizeram os de Argentina e Uruguai.

Em sua carta, Ledezma ressaltou que a rejeição manifestada por Sarney e outros parlamentares brasileiros "é a mesma de muitos venezuelanos", que desejam que o país "cumpra todas as etapas democráticas" antes de aderir ao bloco.

"Seria um precedente muito grave admitir no Mercosul um presidente (Hugo Chávez) cujas ações demonstram uma escalada autoritária; que não crê nos princípios de mercado, de processo de integração, e que insulta o Senado brasileiro chamando seus integrantes de 'papagaios do Império Americano' por não se dobrarem ao seu propósito", disse a carta. EFE ed/plc

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