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Prefeito de Caracas, opositor a Chávez, denuncia perseguição policial

A Polícia Metropolitana perseguiu o prefeito de Caracas, Antonio Ledezma (Aliança Bravo Povo, de oposição ao governo central), quando se deslocava nesta sexta-feira em seu carro pelas ruas da capital.

AFP |

Ledezma, eleito em novembro, denunciou a ação de policiais armados e uniformizados, mas que ocultaram os nomes, sem quaisquer explicações por que o seguiam, explicou.

O prefeito vinha da sede do Conselho Nacional Eleitoral, onde solicitou a realização de um referendo sobre uma nova lei que criou um cargo paralelo em Caracas, o de chefe de governo.

Ledezma foi cercado por "25 policiais motorizados armados", que o seguiram e a partir da sede do Conselho Nacional Eleitoral e o interceptaram numa avenida da capital para "intimidá-lo", confirmou seu porta-voz à AFP.

Cidadãos que estavam perto chegaram a intervir em defesa do prefeito, acrescentou o porta-voz.

Desde que ganhou nas urnas a prefeitura metropolitana de Caracas, Ledezma denunciou uma série de obstáculos a suas funções, entre eles a tomada do prédio da prefeitura por grupos armados.

O edifício, localizado na praça Bolívar de Caracas, foi transferido, agora, à nova chefe de governo da capital, Jacqueline Faría, nomeda nesta semana pelo presidente Hugo Chávez.

Além disso, foi retirada a competência da prefeitura na administração da Polícia Metropolitana (transferida ao Ministério do Interior), dos hospitais (agora administrados pelo Ministério da Saúde) e da rede de televisão Avila TV (ligada, a partir de agora, ao Ministério da Comunicação).

O prefeito denunciou durante a semana que Chávez desconhece a Carta Democrática Interamericana ao passar por cima da decisão do povo de designar suas autoridades nas urnas, e ao promulgar uma reforma da lei de descentralização que concede mais poderes ao Executivo.

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