México, 21 jun (EFE).- O prefeito da Cidade do México, Marcelo Ebrard, admitiu hoje que houve graves erros da Polícia na operação que deixou 12 mortos em uma discoteca da capital mexicana.

"Este ato não ficará impune. A cidade está indignada. É eticamente inaceitável o que vivemos ontem", disse Ebrard em entrevista coletiva, na qual leu um comunicado oficial.

Na tarde de sexta-feira, três policiais e nove jovens, alguns menores de idade, morreram asfixiados quando os freqüentadores de uma discoteca tentaram fugir do local para não serem presos pela Polícia.

As autoridades estiveram na discoteca News Divine, em um bairro do norte da capital mexicana, para investigar diversas denúncias de venda de bebidas alcoólicas a menores de idade.

O prefeito cobrou do Ministério Público uma investigação do incidente na casa noturna e se comprometeu a aplicar a lei na hora de punir os responsáveis pela tragédia.

"Em primeiro lugar, os servidores públicos que executaram a operação, porque, pela informação que tenho disponível, houve erros graves", disse o chefe de Governo.

Ebrard declarou que, desde ontem à noite, funcionários diretamente envolvidos no ocorrido foram afastados de seus cargos.

O prefeito também disse que serão investigados todos os servidores que permitiram o funcionamento do estabelecimento, que, segundo afirmou, não devia realizar eventos para menores de idade.

Ebrard declarou que punirá os organizadores do evento, que atuaram com "irresponsabilidade e fora da lei".

O chefe da Polícia da capital, Joel Ortega, disse que a fuga precipitada que causou as mortes foi provocada pelo dono do estabelecimento, que anunciou a presença dos policiais pelo microfone e avisou que os jovens seriam detidos.

O prefeito pediu à Comissão de Direitos Humanos da Cidade do México que participe das investigações para garantir que esta seja "transparente, imparcial e justa".

"A verdade será esclarecida e a lei será aplicada para que não haja impunidade", afirmou Ebrard.

A discoteca fica em uma casa de dois andares e não tem saídas de emergência. EFE.

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