Prédio público é atacado por cerca de 2 mil manifestantes no sul do Peru

LIMA - Cerca de dois mil manifestantes atacaram nesta quinta-feira um edifício da Administração pública da região peruana de Tacna (sul), na fronteira com o Chile, em protesto contra uma possível modificação no atual sistema de distribuição dos tributos pagos pelas mineradoras que exploram os recursos locais.

EFE |

Um porta-voz da Polícia de Tacna disse à Agência Efe que "os habitantes se exaltaram" e "atacaram" escritório do representante do Governo do departamento de Tacna, jogando pedras, quebrando vidros e queimando móveis e utensílios.

A fonte disse desconhecer se há feridos até o momento.

Outros 400 manifestantes concentraram seu protesto na fronteira com o Chile. Vários chegaram a atravessar a linha limítrofe, razão pela qual a Polícia chilena deteve quatro dos manifestantes.

Hoje é o terceiro dia consecutivo de protestos violentos no Peru.

As manifestações em diversos pontos do país começaram terça-feira, em Moquegua, departamento vizinho ao de Tacna.

Naquela localidade, cerca de cinco pessoas tomaram três policiais como reféns e bloquearam uma ponte. Mas, nesse caso, o motivo foi o contrário: exigir mudanças na distribuição dos tributos pagos pelas mineradoras.

As ações violentas desta quinta-feira em Tacna eclodiram depois que o Congresso peruano, em primeira votação - por 51 votos a favor, dois contra e 18 abstenções -, alterou uma lei, mudança que, segundo a população local, vai diminuir a receita gerada pelo funcionamento das mineradoras na região.

Por enquanto, os congressistas debatem se submeterão a proposta a uma segunda e definitiva votação ou se dispensam este trâmite.

Na sede do Legislativo peruano, o chefe de Governo da região Tacna, Hugo Ordóñez, junto com vários prefeitos distritais e provinciais, gritava: "Tacna se faz respeitar! Tacna não se rende".

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