Preços de alimentos se estabilizam mas não devem cair, diz ONU

Por Jack Kimball CAMPALA (Reuters) - Os preços mundiais dos alimentos estabilizaram-se, mas não voltarão aos níveis registrados antes de 2008, quando os preços das commodities subiram às alturas pressionando a inflação em vários mercados emergentes, disse na sexta-feira a agência da Organização das Nações Unidas (ONU) responsável pela ajuda alimentar.

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Embora os preços tenham caído em diversos mercados do mundo, em muitos países em desenvolvimento eles permanecem altos e a situação foi agravada pela desaceleração econômica global, que atingiu as exportações e o investimento.

"O sistema alimentar mundial se ajustou mesmo com os estoques na maior baixa em 20 anos...o mercado refinou seu nível para um possível de ser mantido", disse a diretora-executiva adjunta do Programa Alimentar Mundial (PAM), Sheila Sisulu.

"Nossa opinião é de que eles não voltarão aos preços anteriores a 2008", disse ela à Reuters em uma entrevista.

Os preços dos alimentos subiram a níveis recordes no ano passado, provocando revoltas em alguns países.

O Banco Mundial advertiu que os efeitos da crise alimentar e da desaceleração financeira pesarão sobre os pobres e aumentarão o número de pessoas em situação de fome.

Sisulu disse que o preço do trigo, do milho e do arroz - que aumentou acentuadamente - caiu.

"Todos parecem estar encontrando um nível."

Mas ela afirmou que os custos dos alimentos na África permaneciam altos, apesar da queda em outros mercados.

"Os preços na África...não caíram nos mesmos níveis como globalmente", afirmou Sisulu.

A economia global deve contrair 1,4 por cento este ano em razão dos efeitos da crise financeira, mas o crescimento deve voltar em 2010 para 2,5 por cento, de acordo com o Fundo Monetário Internacional.

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