Preço de comida amplia fome no mundo a 925 milhões de pessoas

ROMA (Reuters) - A alta nos preços dos alimentos é um dos motivos para que mais 75 milhões de pessoas tenham passado fome em 2007, elevando o total para cerca de 925 milhões, disse a agência de alimentos da ONU nesta quarta-feira. Jacques Diouf, diretor da Organização da Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), apresentou os dados para o Parlamento italiano antes da divulgação de um relatório na quinta-feira.

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Os últimos dados distanciam a comunidade internacional de atingir as Metas do Milênio da ONU, que incluem reduzir a fome e a pobreza pela metade até 2015.

Diouf estimou que 850 milhões pessoas passavam fome antes de 2007 e 2008, quando as altas nos preços de alimentos provocaram protestos e até revoltas nas nações mais afetadas.

A FAO promoveu uma conferência sobre a crise dos alimentos em junho para discutir as maneiras para combater os altos preços, causados principalmente por colheitas fracas, altos preços do petróleo, biocombustíveis e pela alta demanda por alimentos básicos, especialmente nos países asiáticos emergentes.

Na próxima semana, líderes mundiais que se reunirão na ONU devem revisar uma avaliação atualizada do progresso no cumprimento das Metas do Milênio --oito marcas de referência econômicas e sociais.

Além da fome e da pobreza, elas incluem a educação universal e o combate contra o HIV e a Aids.

A demora para a entrega de auxílio das nações mais ricas é uma das razões pelas quais as metas podem não ser cumpridas até 2015, disseram autoridades da ONU e agências de ajuda humanitária.

Países doadores aumentaram a assistência desde 2000, mas em 2006 e 2007 os níveis de auxílio desceram para 4,7 e 8,4 por cento respectivamente, de acordo com um relatório publicado pela ONU e classificado pelo secretário-geral da entidade, Ban Ki-moon, como um 'chamado para despertar'.

(Reportagem de Phil Stewart)

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