Praga espera que escudo antimísseis dos EUA não piore relações com Moscou

Moscou, 15 jul (EFE).- A República Tcheca expressou hoje sua esperança de que o posicionamento em seu território de um radar do escudo antimísseis dos Estados Unidos não piore as relações bilaterais com a Rússia.

EFE |

"A República Tcheca tenta desenvolver a cooperação com a Rússia em linha com a declaração realizada pelos membros da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) na cúpula de Bucareste", informa o comunicado emitido pela embaixada tcheca em Moscou e divulgado pela agência russa "Interfax".

A nota diz que tanto as autoridades tchecas quanto os outros países participantes do escudo "mantêm com a Rússia consultas periódicas tanto através dos canais diplomáticos quanto em nível de especialistas".

"Estamos convencidos de que é necessário continuar um diálogo construtivo em matéria de segurança com a Federação Russa, cujo lugar no sistema europeu de segurança é insubstituível", afirma o comunicado.

A República Tcheca está "convencida" de que o radar aumentará sua segurança e a de seus aliados, e permitirá sua defesa de possíveis ataques com mísseis.

"O sistema tem caráter defensivo (...), por isto que, em nenhum caso, está dirigido contra a Rússia, cujo potencial de mísseis supera as capacidades defensivas do escudo", diz o texto.

Após vários meses de negociações, a República Tcheca e os EUA assinaram em 8 de julho um acordo para a instalação de um radar no território tcheco, documento que ainda deverá ser ratificado pelo Parlamento.

Naquele mesmo dia, o Ministério de Assuntos Exteriores da Rússia afirmou que responderá com medidas militares se os EUA posicionarem o escudo antimísseis perto das fronteiras russas.

O presidente da Rússia, Dmitri Medvedev, reafirmou hoje que "o posicionamento de elementos do escudo americano no Leste Europeu agravará a situação" na região e que Moscou terá que "reagir em conseqüência".

Ontem, o Kremlin reconheceu que diminuiu o fornecimento de petróleo para a República Tcheca, mas logo em seguida negou que isto tinha sido em retaliação ao acordo entre Praga e Washington.

O monopólio de oleodutos russo Transneft disse que o corte no fornecimento de petróleo se deve a razões econômicas e não políticas. EFE io/wr/fal

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