Prada surpreende em Milão com coleção ousada e sofisticada

Roma, 23 set (EFE) - A estilista italiana Miuccia Prada apresentou hoje na semana de moda feminina de Milão uma coleção para a primavera-verão 2008-2009, na qual a ousadia de parte das roupas se combina com elementos de grande sofisticação, como chapéus e saltos altíssimos.

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O tom da coleção, com a qual a Prada surpreendeu de novo na passarela milanesa, é marcado por trajes com poucos tecidos, saias que simulam roupas íntimas de má qualidade, sutiãs à mostra e aventais que não se sabe como amarrar.

A estilista expressou seu propósito de fazer "coisas simples de maneira grande e sofisticada", uma aparente contradição que a Prada tenta salvar ao combinar estas roupas de aspecto defasado com saltos altíssimos que provocaram várias quedas entre as modelos e lhes deram um andar lento e pouco sensual.

Além disso, a estilista reforçou o toque refinado com chapéus que simulam a pele de répteis e outros que parecem hologramas, além de uma linha distinta na qual prevalecem a cor dourada e os tons metálicos.

Outras cores de destaque na coleção de Prada são o negro, o caqui, o vinho e o branco.

Já a estilista Cristina Ortiz optou em suas criações para a Salvatore Ferragamo por um estilo leve e de silhuetas alongadas, a assimetria no corte das roupas e os tecidos sustentados por argolas, tudo isso em uma gama de cores na qual predominam os tons rosados, o marrom e o vermelho coral.

O belga Raf Simons, cuja coleção para a Jil Sanders foi muito bem acolhida pela passarela milanesa, mostrou uma linha de trajes de jaqueta brancas e saias longas e calças apertadas combinadas com amplas jaquetas, fundamentalmente em tons azuis, marrons e preto.

Entre as características que marcaram a Jil Sander destacam-se as franjas que se estendem ao longo de toda a roupa e os tecidos finos com faixas transparentes.

Frente a esta sobriedade, a Blumarine aposta por um "luxo precioso" para mercados emergentes, uma suntuosidade que se reflete mais nos detalhes como arremates em pedras preciosas, estampas, cortes geralmente amplos e longos ou a prevalência de cores opacas.

Já os trajes da Moschino, em uma referência constante à década de 60, exibem uma elegância exagerada, inclusive irônica, em elementos como grandes corolas de rosa transformadas em saias, grandes estolas, sapatos trabalhados e óculos que conferem um aspecto felino.

Longe desta sofisticação, a Krizia aposta em uma mulher "lutadora", com trajes mais agressivos, assim como em desenhos mais leves, nos quais predominam as estampas de aspecto selvagem, tudo isso em tons de uma única cor e geralmente sem brilho.EFE ddt/ab/db

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