PPP descarta saída de membros apesar do fim da anistia no Paquistão

Islamabad, 19 dez (EFE).- O Partido Popular do Paquistão (PPP), que lidera o Governo, descartou hoje desligar alguns de seus membros - entre eles vários ministros - envolvidos em casos de corrupção reabertos após a derrogação da anistia política.

EFE |

O PPP tomou a decisão após mais de cinco horas de reunião de seu comitê executivo em Islamabad, para discutir a crise aberta no país depois que a Corte Suprema invalidou esta semana a anistia.

Em coletiva de imprensa, o secretário-geral do partido, Jehangir Bared explicou que o PPP respeita as decisões judiciais, as instituições do Estado e a Constituição e que, por isso, os envolvidos enfrentarão as causas nos tribunais, mas sem renunciar a seus cargos.

Bared, que admitiu a existência de fortes divergências dentro do PPP, explicou que a legenda referendou sua confiança no presidente do Paquistão e líder do partido, Asif Alí Zardari, um dos afetados pelo fim da anistia.

A decisão judicial também corresponde a outros membros do PPP, como o próprio Bared, o ministro da Defesa, Chaudhry A. Mukhtar, e o ministro do Interior, Rehman Malik.

A chamada ordenança de reconciliação nacional (NRO) foi aprovada em 2007 pelo então presidente, Pervez Musharraf, para facilitar o retorno ao Paquistão de Zardari e de sua mulher, a ex-primeira-ministra Benazir Bhutto, acusados de envolvimento em vários casos de corrupção.

A anistia permitiu a retirada de casos abertos contra cerca de oito mil políticos, burocratas e empresários acusados de crimes entre 1986 e 1999. EFE igb/rr

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