Powell elogia trabalho de Hillary Clinton como secretária de Estado dos EUA

Washington, 28 jul (EFE).- O ex-secretário de Estado americano Colin Powell elogiou o trabalho realizado pela atual ocupante do cargo, Hillary Clinton, em particular seus esforços para resolver os problemas com a Coreia do Norte, em entrevista concedida ao programa Larry King Live, da rede de televisão CNN, divulgada hoje.

EFE |

O ex-chefe da diplomacia americana disse que Hillary está manejando "adequadamente" as relações com Coreia do Norte ao insistir em que o diálogo com Pyongyang se limite às negociações de seis lados nas quais participam Estados Unidos, China, Japão, Rússia e as duas Coreias.

Segundo Powell, os norte-coreanos são os mais duros negociadores que conheceu e Hillary parece estar "nos moldes de quase todos os secretários (de Estado) que conheci".

O primeiro secretário de Estado afro-americano revelou que chorou de alegria quando Barack Obama venceu as eleições do ano passado e se tornou o primeiro presidente negro dos EUA.

"Havia gente que dizia que era algo que os EUA não fariam. Mas ele conseguiu", disse.

Utilizando termos militares, Powell aconselhou Obama a estabelecer suas prioridades e se centrar nos problemas de maneira individual e não em conjunto.

"É preciso ter um ataque principal, como dizem os militares. Não adianta ter uma dúzia de ataques, porque um acaba diminuindo sua própria energia e a de suas tropas", manifestou.

Durante a entrevista de uma hora, Powell também falou do futuro de seu Partido Republicano, que depois das eleições de novembro passado perdeu a Casa Branca e a maioria no Congresso frente ao Partido Democrata de Obama.

O ex-secretário de Estado alertou que seu partido deve mudar se não quer se resignar a ocupar de maneira permanente um lugar na oposição a um Governo democrata.

Além disso, Powell lembrou que os republicanos perderam em todas as fatias da população americana e que já não podem enfocar somente em suas bases conservadoras.

Powell, que chegou a ser considerado como provável candidato presidencial republicano, assinalou que o partido terá agora que buscar os moderados e os independentes do país.

Grande parte da entrevista foi dedicada ao incidente ocorrido neste mês envolvendo o acadêmico negro Henry Louis Gates, detido por policiais brancos em Massachusetts, em ação que chamou a atenção por suas conotações raciais.

Gates foi detido em sua própria casa por policiais que respondiam a uma ligação de emergência que denunciava um suposto assalto à residência. Após se negar a sair de sua casa, o acadêmico foi detido e algemado pelos policiais. Ele foi detido por perturbar a ordem, em acusação depois retirada.

"Creio que Gates deveria ter esperado um pouco, conversar com o policial e isto teria sido o fim do incidente", opinou Powell, ao acrescentar que já foi vítima de atitudes racistas.

"Não há nenhum negro neste país que não tenha sido exposto a este tipo de situação", disse Powell, para quem a melhor atitude nesses casos é manter a calma e não permitir que a raiva piore a situação.

EFE ojl/bba

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