Povos da Floresta lançam aliança internacional para discutir o clima

São Paulo, 4 abr (EFE).- Os chamados Povos da Floresta, integrados por comunidades selváticas da América Latina, África e Ásia, lançaram hoje em Manaus uma aliança ecológica internacional para a influência nas discussões sobre o clima.

EFE |

O lançamento foi feito no seminário internacional "Mudanças climáticas e povos das florestas: avançando na discussão sobre a redução das emissões e a degradação florestal e nos direitos dos povos indígenas e tradicionais", realizado na capital do estado do Amazonas.

A aliança pretende também incidir nas decisões dos Governos sobre desmatamento e mecanismos de redução da emissão de gases que provocam o chamado efeito "estufa".

O acesso ao denominado "mercado verde" é outro dos propósitos da Aliança Internacional dos Povos da floresta, incluída dentro da Declaração de Manaus, após quatro dias de debates na capital da Amazônia.

O encontro dos Povos da Floresta e Mudanças Climáticas é realizado há 20 anos com indígenas, ativistas e habitantes das margens dos rios selváticos do mundo.

O presidente do Conselho Nacional dos Seringueiros do Brasil (CNS) e um dos coordenares do encontro, Manoel da Cunha, expôs que a aliança será um "fórum transnacional" para o "troca de experiências" entre as comunidades selváticas do mundo para o acesso ao "mercado verde" sob os princípios do Protocolo de Kioto.

A aliança foi proposta pelos representantes do Congo, Indonésia, Brasil, Equador, Colômbia, Costa Rica, Guiana, Guiana Francesa, Paraguai, Nicarágua, Venezuela, Suriname e Panamá, além da aprovação inicial de observadores da Organização das Nações Unidas (ONU) e ativistas da Inglaterra e dos Estados Unidos.

O documento final do evento será apresentado na reunião do Órgão Subsidiário de Assessoria Científica e Técnica da Convenção do Clima da ONU, que será realizada em Bonn (Alemanha) em junho. EFE wgm/fb

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