Povoado americano se oferece para receber presos de Guantánamo

Washington, 30 abr (EFE).- O povoado de Hardin, em Montana (EUA), aproveitou os planos do Governo americano de fechar a prisão de Guantánamo e, para resolver seus problemas econômicos e a inatividade de sua prisão, se ofereceu para receber os detentos da base naval.

EFE |

Esta semana, as autoridades do presídio de Two Rivers, apoiados pela Prefeitura da pequena localidade, deram início aos trâmites para conseguir um contrato que leve os prisioneiros de Guantánamo para Montana, informa hoje a revista "Time".

A prisão do povoado, cuja construção terminou há dois anos e que foi projetada para receber 464 detentos, criariam mais de cem postos de trabalho para a população local, de 3,6 mil pessoas.

No entanto, a penitenciária nunca funcionou. Seus dois únicos empregados foram demitidos em janeiro, e seu diretor-executivo, Greg Smith, continua em busca de um contrato que permita a utilização das instalações, vazias porque o estado nunca encontrou presos para enchê-la.

No entanto, a bancada de Montana no Congresso não reagiu bem à iniciativa de Hardin.

"Entendo a necessidade de criar empregos, mas não vamos trazer a Al Qaeda para o nosso estado. Não sob minha vigilância", disse em nota o congressista democrata Max Baucus.

Porém, Smith não deu a batalha por vencida. "Um dos 50 estados vai ficar com os presos. Em todos eles, haverá problemas, e todos vão precisar de dinheiro. Mas nós temos algo que os outros não têm: uma prisão só para eles (os terroristas)", disse Smith ao jornal "Billings Gazette". EFE llb/sc

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