Potências regionais tentam controlar Coreia do Norte

SEUL - O chanceler russo, Sergei Lavrov, visitará a Coreia do Norte na semana que vem como parte dos esforços das potências regionais para tentar impedir o regime local de retomar sua fábrica de combustível nuclear, disse uma fonte da chancelaria russa na sexta-feira.

Reuters |

Inspetores nucleares da ONU deixaram a Coreia do Norte na quinta-feira, depois que o governo local anunciou sua decisão de expulsar os representantes internacionais, abandonar as negociações de desarmamento e reativar sua fábrica de enriquecimento de plutônio, numa reação às críticas do Conselho de Segurança da ONU por ter lançado um foguete no começo do mês.

Pedindo anonimato, uma fonte da chancelaria russa disse à Reuters que Lavrov irá a Pyongyang na semana que vem. O jornal sul-coreano Chosun Ilbo, por sua vez, afirmou que o ministro russo tentará convencer o recluso regime de Pyongyang a voltar às negociações e a cumprir os acordos que preveem benefícios políticos e econômicos em troca de o país abrir mão das armas nucleares.

Já a China, que tem certa proximidade política com Pyongyang, quer que os EUA se envolvam em um diálogo direto com a Coreia do Norte, a fim de evitar uma escalada das tensões, disse o chanceler chinês, Yang Jiechi, ao jornal japonês Nikkei.

"(A China) espera uma melhora e o desenvolvimento das relações EUA-Coreia do Norte", disse Yang, ex-embaixador nos EUA.

China e Rússia evitaram que a Coreia do Norte sofresse novas sanções da ONU por causa do foguete, que supostamente violava uma proibição em vigor desde 2006 de que a Coreia do Norte testasse mísseis de longo alcance.

Mas Pequim e Moscou aceitaram uma declaração do Conselho que condenava Pyongyang pelo lançamento, oficialmente destinado a colocar um satélite em órbita. Até então, a China vinha evitando críticas diretas.

Nos últimos dias, a China se mostrou hesitante no seu trato com a Coreia do Norte, indicando que Pequim não esperava uma reação tão irada de Pyongyang.

A ajuda energética e alimentar dos chineses é essencial para a Coreia do Norte, o que dá a Pequim grande influência para tentar levar a Coreia do Norte de volta para as negociações de desarmamento, que envolvem também EUA, Rússia, Japão e Coreia do Sul.

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