Potências propõem novas negociações sobre programa nuclear do Irã

O grupo de países que coordena a política internacional para o programa nuclear iraniano afirmou nesta quarta-feira que convidará o governo de Teerã para novas negociações. Formado pelos cinco membros-permanentes do Conselho de Segurança na ONU (Estados Unidos, Rússia, China, França e Grã-Bretanha), além da Alemanha, o grupo anunciou que pedirá ao chefe da política externa da União Europeia, Javier Solana, que faça a oferta de novas negociações ao Irã.

BBC Brasil |

Sinalizando uma mudança de posição em relação à questão, a secretária de Estado americana, Hillary Clinton, afirmou que os Estados Unidos serão um "participante pleno" das negociações.

Em um comunicado divulgado nesta quarta-feira, os seis países pediram a cooperação do Irã e afirmaram que desejam que o país aproveite "esta chance como uma oportunidade para se envolver seriamente com um espírito de respeito mútuo".

O comunicado diz ainda que as negociações podem levar "a uma saída diplomática para esta situação crítica".

Não foi informado, no entanto, quando a proposta será feita oficialmente ao Irã.

Segundo o documento, o grupo de países reafirma a proposta de auxílio econômico e político ao governo de Teerã, caso o país interrompa seu programa de enriquecimento de urânio.

O grupo também afirma que, caso o Irã não concorde com a proposta, as sanções contra o país serão endurecidas.

Mudança de tom

Segundo a correspondente da BBC em Washington, Kim Ghattas, a decisão do governo Obama de se envolver de modo pleno nas negociações representa uma mudança clara em relação à administração de George W. Bush.

De acordo com Ghattas, quando o subsecretário de Estado americano, William Burns, participou de um encontro com autoridades iranianas, no ano passado, seu papel foi restrito. Mas isto deve mudar agora.

As negociações são baseadas nas preocupações da comunidade internacional de que o programa nuclear iraniano seja, na verdade, destinado à construção de armas atômicas.

Teerã, no entanto, insiste que seu programa nuclear tem fins pacíficos.

O enriquecimento de urânio tanto pode ser usado para a construção de armas como em usinas de energia nuclear.


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