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Potências prometem oferta generosa ao Irã

Por Fredrik Dahl TEERÃ (Reuters) - O chefe da diplomacia da União Européia, Javier Solana, prometeu entregar no sábado uma oferta generosa ao Irã para tentar novamente superar o impasse em torno do programa nuclear do país.

Reuters |

Solana chegou a Teerã na noite de sexta-feira para apresentar o pacote definido no mês passado por seis grandes potências mundiais (EUA, Grã-Bretanha, França, Rússia, China e Alemanha).

Mas a República Islâmica rejeita a hipótese de abrir mão do seu programa de enriquecimento de urânio, que diz ser exclusivamente pacífico -- ao contrário do que suspeita o Ocidente.

Solana disse não esperar 'milagres' com a proposta, que estabelece uma cooperação para a energia nuclear iraniana, entre outros benefícios políticos e econômicos. 'Viajo a Teerã para apresentar uma oferta generosa e abrangente', disse ele em nota na sexta-feira.

'Estou convencido de que é possível mudar o atual estado de coisas', acrescentou. 'Nossa proposta é boa para o futuro do Irã e para o futuro do povo iraniano.'

Mas a postura iraniana é outra. Em entrevista à agência de notícias Irna, o influente aiatolá Ahmad Khatami disse: 'O resultado dessas negociações certamente nunca será o de o Irã se render às degradantes exigências ocidentais'.

Os EUA e a UE já alertaram Teerã para a possibilidade de mais punições ao país, que já está sob três pacotes de sanções da ONU.

O Irã minimiza o impacto das sanções, dizendo ter arrecadado 70 bilhões de dólares neste ano com a venda de petróleo. Mas analistas dizem que o impasse nuclear afeta os investimentos estrangeiros no país, onde a inflação anual chega a 25 por cento.

Solana vai se reunir no sábado com o chanceler Manouchehr Mottaki e com o negociador nuclear Saeed Jalili. O pacote que apresentará é uma versão melhorada da proposta já rejeitada por Teerã em 2006.

Mas Mottaki rejeitou as suspeitas ocidentais de que o Irã estaria mantendo as negociações para ganhar tempo enquanto continua as atividades nucleares. 'O que nos motiva é o desejo de estabelecer o diálogo', afirmou.

Solana estará acompanhado de representantes das grandes potências, exceto os EUA, que romperam relações com o Irã depois da Revolução Islâmica de 1979.

O presidente dos EUA, George W. Bush, disse nesta semana que está disposto a resolver o impasse diplomaticamente, mas que a opção militar não pode ser descartada.

A preocupação com eventuais perturbações no fornecimento de petróleo iraniano ajudou a levar a cotação para níveis recordes, perto de 140 dólares por barril.

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