Potências mundiais elogiam oferta de Obama para diálogo com Irã

WIESBADEN - Potências mundiais disseram na quarta-feira que estão comprometidas com uma solução diplomática para a questão do programa nuclear do Irã e saudaram a oferta do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, para um diálogo direto com Teerã.

Reuters |

"Enfatizamos um compromisso comum para com uma solução diplomática baseada na estratégia do trilho duplo", disse uma autoridade alemã, citando um comunicado conjunto dos EUA, Rússia, China, França, Grã-Bretanha e Alemanha.

Ele se referiu à abordagem de "dois trilhos" de usar a diplomacia e ameaçar com sanções internacionais para convencer Teerã a frear seu programa nuclear.

As potências, que se encontraram na quarta-feira pela primeira vez para falar sobre o Irã após a posse de Obama em 20 de janeiro, pediram que o Irã atenda completamente as exigências da Organização das Nações Unidas (ONU).

Entre elas estão a paralisação do processo de enriquecimento de urânio e a autorização para uma investigação da agência nuclear da ONU.

O ministro das Relações Exteriores do Irã não fez comentários de imediato sobre a declaração das grandes potências.

O antecessor de Obama, George W. Bush, opôs-se ao diálogo direto com o Irã para resolver o impasse, mas agora Washington está revisando sua política para o Irã. O novo governo está considerando uma série de opções para fazer o Irã mudar de comportamento.

Uma autoridade européia envolvida nas conversações, mas que não quis ser identificada, disse à Reuters que todos os parceiros presentes ficaram animados pela mudança na abordagem norte-americana.

"Este será um período importante que estaremos entrando. É um começo novo, embora ainda no duplo trilho", afirmou ele.

"(Os EUA) não vieram a esta reunião para nos dizer qual é a sua nova política, eles vieram conversar sobre onde estamos...Este não foi um momento para ninguém fazer nenhuma (nova) política. Este encontro era parte de uma revisão da política."

Outra autoridade européia disse que se conversou sobre novas sanções na reunião e que os parceiros se encontrariam de novo depois que o governo norte-americano finalizar o processo de revisão, num encontro que deverá ocorrer em Londres, em março.

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