Potências mundiais concordam em ampliar sanções à Coreia do Norte

NAÇÕES UNIDAS - Os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança (CS) da ONU, mais o Japão e a Coreia do Sul, expressaram hoje seu acordo sobre uma resolução desse órgão que reforça as sanções contra a Coreia do Norte devido aos recentes testes nucleares e provas de mísseis realizados.

EFE |

Os 15 membros do principal órgão de decisões da ONU se reuniram hoje, a portas fechadas, para avaliar um projeto de resolução que condena o programa nuclear norte-coreano, pede sua paralisação, amplia o embargo a armas e permite a inspeção de navios suspeitos de transportar material proibido para ou a partir da Coreia do Norte, entre outras medidas.

Os EUA apresentaram esse projeto com o Japão e a Coreia do Sul, e agora o mesmo "está sendo avaliado e foi enviado às capitais (dos 15) para ver como proceder", disse, ao final da reunião do Conselho, o presidente rotativo do órgão e embaixador da Turquia, Baki Ilkin.

Esse projeto, para o qual os países dispõem - segundo o procedimento do Conselho - de um prazo de 24 horas para votar, pede aos países da ONU e às instituições financeiras internacionais que "não façam novos compromissos de empréstimos, assistência financeira ou créditos à Coreia do Norte, com exceção dos que tiverem propósitos humanitários".

"As resoluções do Conselho existem para serem respeitadas", disse o embaixador da Rússia, Vitaly Churkin, que ressaltou que, com a atual, envia-se a Pyongyang uma "mensagem política" de firmeza, enquanto deixa as "portas abertas" para que retorne às negociações multilaterais (EUA, Rússia, Japão, China e as duas Coreias) sobre o desarmamento nuclear da península coreana.

O diplomata russo admitiu que o processo de negociação foi complicado, mas também que isso "não é uma justificativa para que a Coreia do Norte realize testes nucleares e lançamento de mísseis balísticos. Isso está claro".

Afirmou que os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança, assim como o Japão e a Coreia do Sul, "compartilham a frustração e a preocupação que a Coreia do Norte criou com suas recentes atividades", em relação ao teste nuclear de maio e aos posteriores lançamentos de mísseis.

Churkin qualificou também de "adequada e equilibrada" a proposta de resolução, que avalia cuidadosamente o programa balístico e nuclear norte-coreano e condena nos mais firmes termos as provas desse tipo de armamento realizadas por Pyongyang em 25 de maio.

"Impor sanções não é algo que tenhamos escolhido, mas é preciso enviar uma mensagem política e também é preciso tomar medidas, porque há um risco de proliferação nuclear", afirmou.

"Acreditamos que esta resolução oferece uma resposta firme, apropriada e crível à provocação da Coreia do Norte com seus testes nucleares", disse a embaixadora dos EUA, Susan Rice.

Ressaltou que a "mensagem" que se quer enviar à Coreia do Norte é de que "seu comportamento é inaceitável, que têm que pagar um preço, voltar ao processo de negociações e (ver) que as consequências que enfrenta são significativas".

A minuta definida por esses sete países reforça as sanções impostas há três anos pela resolução 1.718 em áreas concretas, como a imposição de um embargo sobre a exportação de armas norte-coreanas, que "representa uma importante fonte de receita" para o regime comunista, disse Rice.

Também amplia a proibição de importação de armas por esse país e requer uma notificação das armas pequenas que o país asiático adquirir, além de permitir a inspeção do transporte de mercadorias por terra, mar e ar, suspeito de conter armas.

Além disso, proíbe que se proporcione combustível aos navios suspeitos de fazer contrabando de armas.

Rice falou que, se resolução for aprovada como esperam esses sete países, haverá a criação de um "regime firme e sem precedentes para a prevenção das atividades vinculadas à proliferação".

O embaixador do Japão, Yukio Takasu, disse que seu país está "muito satisfeito com os progressos feitos pelo Conselho para responder à Coreia do Norte", um país cujas ações considerou uma "ameaça não só para a estabilidade regional, mas para a paz internacional".

As sete nações negociaram intensamente desde o dia seguinte aos testes nucleares norte-coreanos sobre como punir a atitude desafiadora da Coreia do Norte às resoluções prévias do Conselho de Segurança, que lhe proibiam esse tipo de teste.

Por Elena Moreno

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