Potências mundiais ameaçam o Irã com novas sanções

Os embaixadores da França, dos Estados Unidos e da Grã-Bretanha no Conselho de Segurança das Nações Unidas ameaçaram impor novas sanções contra o Irã caso o governo continue ignorando as exigências da comunidade internacional sobre o programa nuclear do país. As declarações dos três embaixadores foram feitas logo após uma reunião do Conselho nesta quinta-feira, em Washington.

BBC Brasil |

"Se o Irã continuar a rejeitar as mais leves medidas de segurança, a recusar o diálogo e a transparência (...) devemos tirar as conclusões necessárias e isso significa avançar para uma nova resolução que envolva sancoes", disse o embaixador francês, Gerard Araud.

A embaixadora americana, Susan Rice, por sua vez, disse que apesar de os Estados Unidos ainda buscarem uma solução diplomática para a crise através de envolvimento com o Irã, "o tempo estava se esgotando".

"Se o Irã continuar a fracassar em cumprir com as obrigações, a comunidade internacional terá que considerar novas sanções", disse Rice.

O representante britânico, Mark Grant, afirmou que as discussões sobre novas sanções começariam "no início do ano novo", caso o Irã não responda de maneira positiva antes disso.

A Rússia, em contrapartida, reiterou a posição de que não buscará novas medidas punitivas contra o Irã.

Negociações

Segundo a correspondente da BBC na ONU Barbara Plett, qualquer avanço sobre uma nova rodada de sanções envolverá negociações longas e árduas com membros mais relutantes do Conselho, como a China.

Plett afirmou ainda que ainda há a dúvida sobre a eventual aprovação de um acordo com restrições significativamente mais rigorosas.

O Irã insiste que o programa nuclear do país tem fins pacíficos e alertou que novas sanções não seriam eficazes.

O governo iraniano se negou a assinar um acordo sobre seu controverso programa de enriquecimento de urânio.

Rússia, China, Estados Unidos, França e Alemanha sugerem que o enriquecimento de urânio para energia nuclear civil poderia ser regulado se o Irã entregasse o urânio para ser enriquecido na Rússia.

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