Seis potências mundiais, incluindo a Rússia e a China, estão unidas nas negociações sobre uma possível nova rodada de sanções contra o Irã por seu programa nuclear, disse a secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, nesta quarta-feira.


Os comentários de Hillary foram feitos após ela ser questionada por repórteres sobre uma conversa, mais cedo, entre representantes dos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) e a Alemanha.

O grupo "continua unido", disse Hillary. "Haverá um grande número de consultas maiores não somente entre (os seis), mas outros membros do Conselho de Segurança e outros países-membros durante as próximas semanas".

Diplomatas afirmaram que os países concordaram em iniciar o esboço de uma resolução para impor sanções ao Irã.

"Em semanas"

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse nesta terça-feira esperar que novas sanções contra o Irã estejam em vigor "dentro de semanas". "Minha esperança é de que vamos ter isso pronto nesta primavera (no Hemisfério Norte)", disse Obama após um encontro na Casa Branca com o presidente francês, Nicolas Sarkozy.

Não estou interessado em esperar meses para que um regime de sanções entre em vigor, quero ver este regime em vigor dentro de semanas", afirmou o presidente americano.

Em sua passagem por Washington, Sarkozy e disse que fará "todo o esforço necessário" para garantir "que a Europa como um todo" apóie a imposição de novas sanções para pressionar o Irã a interromper seu programa nuclear.

O Irã já é alvo de uma série de sanções aprovadas pelo Conselho de Segurança da ONU por conta de seu programa de enriquecimento de urânio.

Os Estados Unidos e outros países temem que o Irã esteja tentando desenvolver armas nucleares secretamente e exigem que o governo iraniano suspenda o programa. O Irã, porém, nega essas alegações e afirma que seu programa nuclear tem fins pacíficos e o objetivo de gerar energia.

Recentemente, os Estados Unidos vêm aumentando a pressão para que o Conselho de Segurança aprove novas sanções mais rígidas contra o Irã.

No entanto, Obama disse que ainda não há consenso internacional sobre o assunto. "Nós temos unanimidade na comunidade internacional? Ainda não. E isso é algo em que temos de trabalhar", disse Obama.

O Brasil, que tem uma vaga rotativa no Conselho de Segurança, é contra as sanções e defende o diálogo como melhor forma de garantir que o Irã tenha o direito de produzir energia nuclear e evitar que desenvolva armas atômicas.

Com Reuters e BBC

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