Possível novo primeiro-ministro tcheco deve formar Governo de independentes

Praga, 6 abr (EFE).- O economista Jan Fischer, sem partido, apontado para assumir a chefia de Governo da República Tcheca, antecipou que, caso assuma o cargo, suas prioridades serão concluir a Presidência semestral da União Europeia (UE), enfrentar a crise econômica e preparar o Orçamento Geral tcheco para 2010.

EFE |

A designação de Fischer foi possível após a obtenção de um grande acordo entre os principais partidos políticos tchecos, o qual abriu caminho para a formação de um novo Governo, formado por independentes, e encerraria a crise gerada pela queda do anterior Executivo conservador.

Fischer também terá que organizar as eleições legislativas tchecas antecipadas para antes do dia 15 de outubro.

Sua candidatura a primeiro-ministro, estipulada pela coalizão governamental e pela oposição social-democrata, pretende tirar a República Tcheca da crise política ocorrida após a moção de censura que derrubou o Governo conservador de Mirek Topolanek há duas semanas.

Ontem à noite, Governo e oposição chegaram a um consenso quanto ao nome de Fischer, embora a decisão final sobre sua nomeação corresponda ao chefe do Estado, Vaclav Klaus.

"Em princípio, estou contente com o acordo", assegurou Klaus, o qual constatou que este acordo para um Governo de transição ainda deverá ser ratificado pela direção dos partidos.

O novo Gabinete de especialistas contará com 15 ministros, dos quais a coalizão de Topolanek proporá oito e os social-democratas, sete.

Para Klaus, o candidato a primeiro-ministro é realmente imparcial.

"Acho que é um homem razoável, que nunca teve uma orientação política radical para um ou outro partido", disse o presidente tcheco.

O candidato foi membro do Partido Comunista da Tchecoslováquia (KSC) entre 1980 e 1989, mas nunca ocupou posições influentes na legenda.

Desde que saiu da universidade, Fischer fez toda sua carreira profissional no Escritório Estatístico Tcheco (CSU), entidade que atualmente preside.

O acordo, que prevê a substituição do Executivo antes do fim da Presidência tcheca da UE, encontrou reservas entre os membros da governamental União Democrata-Cristã.

Este partido, que ocupa a vice-chefia do Governo e cinco ministérios, só ficaria com as pastas de Educação e Cultura no futuro Gabinete de especialistas.

Os democratas-cristãos preferem que o atual Executivo interino seja mantido até o fim da Presidência tcheca na UE, em 30 de junho, o que transgride o acordo de ontem, o qual prevê que a atual equipe deixe seus cargos em 9 de maio.

Esse pacto, com ou sem os democratas-cristãos, teria amplo apoio na Câmara baixa, condição imposta pelo presidente Klaus desde o início da crise de Governo.

No mesmo sentido, Fischer estabeleceu como requisito para assumir o cargo de primeiro-ministro o de ser aceito por todas as forças políticas que assinarem o pacto.

O Governo tcheco proporá ao novo chefe do Executivo - que é quem deve apresentar os nomes dos ocupantes das pastas ao presidente para que sejam nomeados - os ministros de Defesa, Justiça, Finanças, Meio Ambiente, Transporte, Educação, Cultura e Saúde.

Os social-democratas, por sua vez, vão definir os ministros de Assuntos Exteriores, Interior, Indústria e Comércio, Agricultura, Assuntos Europeus, Trabalho e Assuntos Sociais, e Desenvolvimento Regional. EFE gm/bba

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