Possibilidade de novas cheias deixa sul da Islândia em alerta

Copenhague, 16 abr (EFE).- As autoridades islandesas mantêm o alerta no sul do país após as cheias provocadas pelo degelo da geleira Eyjafjällajökull por causa da erupção de um vulcão subterrâneo que provocou a evacuação urgente de 800 pessoas nesta quinta-feira.

EFE |

Durante a noite aconteceram outras duas cheias procedentes da lagoa Gígjökull, a última tão grande que obrigou a população a ser evacuada com urgência, embora a situação tenha se estabilizado nas últimas horas com a queda do nível das águas, comunicou o Ministério do Meio Ambiente islandês.

A Defesa Civil informou que os moradores dos distritos de Fljótshlíd e Landeyjar puderam retornar a suas casas, com a exceção de vinte fazendas, ao comprovar que os diques contiveram a alta do nível do rio Markarfljót.

As enchentes não provocaram nenhuma morte, apenas danos materiais. Várias estradas foram danificadas, incluindo a rota 1, que percorre toda a ilha. Cerca de 400 metros da pista estão bloqueados.

A Polícia controla de perto o nível da água na região em torno da geleira e informou que novas evacuações serão realizadas caso o nível dos lagos voltem a subir nas próximas horas.

Os institutos meteorológicos preveem que uma grande quantidade de cinza vulcânica com alto conteúdo de fluor deve cair na zona ao sul da geleira durante esta tarde e noite, o que apresenta um risco para a saúde, em especial do gado, nas zonas onde a camada de cinza tem uma grossura superior a um centímetro.

As autoridades islandesas recomendam que a população só saia às ruas com máscaras e roupas protetoras em caso de sair à rua e convida às e adultos com problemas respiratórios a permanecer em casa.

A recomendação é dirigida a todos os islandeses e não só aos residentes do sul do país, perante a impossibilidade de prever com certeza absoluta as mudanças na direção do vento, que deve soprar em direção ao oeste, embora tenha seguido na direção norte durante a noite.

Por enquanto a situação das cheias esta estabilizada e os analistas supervisionam a evolução do vulcão sob a geleira de Eyjafjälla. Calcula-se que ele seja cuja dez vezes mais forte que o vizinho, que entrou em erupção no fim de março e apagou na semana passada.

A última erupção pôs as estações de controle de toda Islândia em alerta. A ilha registra em média uma erupção a cada três anos, e as análises apontam uma atividade incipiente em forma de pequenos tremores nos lagos vulcânicos de Grimsvotn, debaixo da geleira Vatnajökull, o maior da Europa em volume.

Pall Einarsson, professor de geociências da Universidade da Islândia, disse hoje ao site do "Fréttabladid" que Grimsvotn apresenta condições similares à de sua última erupção em 2004 e que há indicações de que poderia explodir antes dos próximos 24 meses.

Além disso, ele alerta sobre o Hekla, o vulcão mais famoso da Islândia, que desde 1970 entrou em erupção mais ou menos a cada dez anos, sendo a última vez em 2000.

A preocupação central perante o perigo de novas erupções se dirige, no entanto, ao Katla, um vulcão situado ao leste do Eyjafjällajökull e com um amplo histórico de atividade, sempre precedida por explosões nos vulcões vizinhos. EFE alc/pb

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