Possibilidade de Morales se reeleger dificulta acordo sobre referendo

La Paz, 19 out (EFE).- A reeleição presidencial contemplada no projeto constitucional impulsionado pelo Governo na Bolívia dificulta um acordo parlamentar para levar adiante o referendo sobre a nova Carta Magna que o Congresso Nacional prevê debater hoje.

EFE |

A sessão iniciada ontem, e que entrou em recesso na última madrugada, sofreu um atraso de várias horas pelas divergências entre Governo e oposição para pactuar a convocação do referendo sobre a nova Carta Magna.

O presidente da Câmara dos Deputados, Edmundo Novillo, anunciou que os grupos parlamentares continuam buscando acordos.

As negociações parlamentares iniciadas há mais de uma semana, e que se intensificaram nas últimas horas, ocorrem porque o partido de Morales, o Movimento ao Socialismo (MAS), não conta com os dois terços necessários para aprovar a lei de convocação do referendo constitucional.

Além disso, no processo de diálogo político aberto no Congresso, governistas e opositores também estão debatendo sobre o conteúdo do texto que a Assembléia Constituinte da Bolívia aprovou em dezembro na cidade de Oruro.

O principal ponto de divergência nesta negociação é a reeleição presidencial por um mandato que a nova Constituição contempla e as opções que Evo Morales teria para se manter no poder.

A estratégia governista, revelada há algumas semanas pelo próprio presidente, é convocar eleições gerais assim que a nova Carta Magna for aprovada em referendo, mas sua atual gestão (iniciada em 2006) não contaria como primeiro mandato ao se abrir um novo período constituinte.

Deste modo, Morales poderia se apresentar às eleições gerais em 2009 e, se saísse vitorioso, teria a possibilidade de optar pela reeleição nas eleições seguintes para uma nova gestão de cinco anos.

EFE sam/ab/fal

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG