Possibilidade de fraude ameaça integridade do Nobel

Londres, 19 dez (EFE).- A integridade do júri que concede os Nobel começou hoje a ser questionada após a revelação de que um de seus membros faz parte ao mesmo tempo do conselho de direção de uma empresa farmacêutica beneficiada pelo prêmio.

EFE |

A Procuradoria sueca tenta determinar se a gigante farmacêutica britânica Astrazeneca exerceu alguma uma influência na concessão do último Nobel de Medicina para Harald Zur Hausen, informa hoje o jornal "The Times".

O cientista foi recompensado por seus trabalhos sobre o vírus do papiloma humano, que pode causar o câncer cervical e contra o qual Astrazeneca desenvolveu dois medicamentos.

Dois personagens que exerceram papel importante no processo de escolha de Zur Hausen têm fortes vínculos com essa companhia farmacêutica, que começou também a patrocinar o site do Nobel.

Nem a companhia, nem a fundação Nobel revelaram quanto vale o contrato para esse patrocínio, embora o jornal acredite que sejam centenas de milhares de dólares.

Segundo a rádio sueca, Bertil Fredholm, presidente do comitê de cinco pessoas que estuda os candidatos ao prêmio, trabalhou como assessor para Astrazeneca em 2006.

Já Bo Angelin, membro do comitê formado por 50 pessoas que escolhe o ganhador, forma também parte do conselho de direção da farmacêutica.

O diretor da divisão anticorrupção da Polícia sueca, Christer van der Kwast, explicou ao "Times" que tinha encarregado a Procuradoria de avaliar se havia motivos para lançar uma investigação. EFE jr/rr

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG