Posse de Obama: soldados no Iraque não escondem lágrimas de alegria

Shawn e Carla Bruce assistem, de mãos dadas, ao juramento de Barack Obama numa televisão ligada no refeitório de camp Liberty, uma base americana perto de Bagdá. Lágrimas correm pela face do casal afro-americano, os dois ocupando o posto de sargento no Iraque.

AFP |

No imenso "D-Fac" - a "cantina" no jargão militar - de Camp Liberty, são centenas os que jantam, olhando a transmissão da solenidade, a mais de 11.000 km de lá.

"Estou orgulhosa de ver essa mudança nos Estados Unidos, de ver um afro-americano chegar a tal posto", diz a sergento Carla Bruce, da 4ª divisão de infantaria.

"Desejo que ele retire nossas tropas (do Iraque) de maneira racional", comenta.

Os Estados Unidos assinaram um acordo com o Iraque para a retirada total das tropas americanas até o final de 2011.

Mas, o então candidato, Obama prometeu durante a campanha que mandaria voltar a maioria dos soldats num prazo de 16 meses após a posse, ou seja em 2010.

No discurso de hoje, destacou que os Estados Unidos iam "começar a deixar o Iraque a seu povo de maneira responsável".

A comandante Veronica Chinn, espera também "mudanças importantes. "Espero muito. Há pessoas infelizes e estou certa de que ele mudará as coisas como prometeu".

Tristin Conly, da 8ª brigada de polícia militar, diz esperar que Obama "mantenha suas promessas, como retomar a economia ou solucionar a guerra aqui, para que tenhamos um dia uma base militar normal no país (não de combate), como as da Alemanha ou Coréia do Sul".

Para o suboficial Douglas Avery, Obama deve "melhorar as relações (dos Estados Unidos) com outros países".

fpn-kat/sd

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