O conselho de administração da Portugal Telecom rejeitou uma oferta feita nesta terça-feira pela espanhola Telefónica de 5,7 bilhões de euros pela compra de 50% da sociedade Brasilcel para assumir a totalidade do capital." /

O conselho de administração da Portugal Telecom rejeitou uma oferta feita nesta terça-feira pela espanhola Telefónica de 5,7 bilhões de euros pela compra de 50% da sociedade Brasilcel para assumir a totalidade do capital." /

Portugal Telecom rejeita oferta da Telefónica pelos 50% da Brasilcel (Vivo)

O conselho de administração da Portugal Telecom rejeitou uma oferta feita nesta terça-feira pela espanhola Telefónica de 5,7 bilhões de euros pela compra de 50% da sociedade Brasilcel para assumir a totalidade do capital.

AFP |

O conselho de administração da Portugal Telecom rejeitou uma oferta feita nesta terça-feira pela espanhola Telefónica de 5,7 bilhões de euros pela compra de 50% da sociedade Brasilcel para assumir a totalidade do capital.

No comunicado divulgado nesta terça às autoridades reguladoras da bolsa espanhola da CNMV, a Telefónica anunciou ter apresentado à sociedade portuguesa Portugal Telecom uma oferta para a aquisição das ações representativas de 50% do capital da sociedade holandesa Brasilcel N.V., no valor em efetivo de 5,7 bilhões de euros.

Pouco depois, em outro comunicado, o grupo português rejeitou a oferta realizada pela Telefónica para controlar a sociedade Brasilcel, que pertence 50% à Telefónica e 50% à Portugal Telecom.

A Brasilcel controla 60% da companhia brasileira de telefonia móvel Vivo Participações SA, uma das principais operadoras brasileiras.

"A Vivo é um ativo essencial para a estratégia da Portugal Telecom e a venda desta participação iria contra as perspectivas de desenvolvimento a longo prazo da PT", explicou a Portugal Telecom, precisando que a oferta da Telefónica foi rejeitada por unanimidade pelo conselho de administração da companhia portuguesa de telecomunicações.

A Telefónica, por sua parte, explicou em seu comunicado que sua oferta "é vinculante, não se encontra submetida a nenhum tipo de condição e estabelece um prazo de dois meses, desde sua aceitação, para completar a referida aquisição das ações da Brasilcel".

O líder espanhol das telecomunicações dizia, em seu comunicado, esperar que "obterá nesse prazo a correspondente aprovação regulatória no Brasil".

A oferta visava, da mesma forma, à apresentação, por parte da Telefónica S.A., de "uma oferta pública de adquisição sobre as ações ordinárias (ONs) da Vivo Partipações S.A., que não são de titularidade da Brasilcel N.V. e que representam, aproximadamente, 11,1% do número total de ações ordinárias (ONs) e 3,8% do total do capital social da Vivo Participaçõees S.A.", precisou.

O preço por ação ordinária (ON) nessa oferta pública de adquisição seria "80% do valor atribuído a cada ação ordinária (ON), propriedade da Brasilcel N.V., na oferta, com que o preço total seria, aproximadamente, de 600 milhões de euros", concluía.

ih-apa/cn

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