Portugal avaliará espólio de Pessoa antes de exercer direito de preferência

Agoncillo (Espanha), 16 nov (EFE).- O ministro da Cultura de Portugal, José António Pinto Ribeiro, disse hoje que o Estado português estudará com atenção todo o espólio do escritor Fernando Pessoa leiloado na última quinta antes de exercer seu direito de preferência sobre estas obras.

EFE |

Em Agoncillo, onde participou do encerramento de uma exposição do artista português José de Guimarães, Pinto Ribeiro explicou que o Estado tem prazo de oito dias para autorizar a concessão dos objetos leiloados.

Na última quinta, 70 lotes de manuscritos - alguns inéditos -, documentos, livros, lembranças e bens de Pessoa foram vendidos em um polêmico leilão em Lisboa, após uma disputa legal entre instituições públicas, que reivindicavam parte do espólio do escritor, e os herdeiros do poeta português.

O leilão aconteceu no ano do 120º aniversário de nascimento de Pessoa, lembrado em 13 de junho em Lisboa.

Parte destes bens foi concedida a compradores não identificados, mas a casa de leilões terá que notificar seus nomes e os preços da concessão, explicou o ministro da Cultura português.

Pinto Ribeiro disse que há vários relatórios periciais sobre o material leiloado - manuscritos de projetos literários, cartas a amigos e personalidades, comentários de obras e diversas publicações - e afirmou que "tudo o que for necessário para estudar a obra de Pessoa ficará em instituições de Portugal".

Por isto, explicou que se agirá com "rigor" e não serão adquiridas cartas ou outros documentos que já estejam digitalizados e se dará preferência à compra de artigos de natureza bibliográfica.

Assim, Pinto Ribeiro contou que a Prefeitura de Lisboa tem muito interesse em adquirir a arca em madeira na qual Pessoa guardava seus escritos mais importantes como parte da recriação do quarto do poeta. EFE rpi/wr/fal

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