Porto Rico vota em primária republicana

Residentes da ilha, que não podem votar nas eleições gerais de novembro, participam de prévia em que 20 delegados estão em disputa

iG São Paulo |

Porto Rico realiza neste domingo sua primária do Partido Republicano em que 20 delegados estão em disputa, numa campanha na qual uma futura votação sobre a condição de Estado virou tema central. Apesar de participar do processo das primárias, os residentes da ilha caribenha não podem votar nas eleições gerais dos EUA.

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AP
Voluntário do Partido Republicano é visto perto de cédula de votação durante a primária em Porto Rico
Mitt Romney, que investiu na campanha na ilha, planejava inicialmente permanecer em San Juan até domingo antes de ir para Illinois, onde haverá uma primária importante na terça-feira. No entanto, o líder republicano decidiu na sexta ir para Illinois um dia antes do programado, um sinal da prioridade que virou na sua campanha derrotar o rival Rick Santorum em Illinois.

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Romney lidera a corrida republicana que escolherá o candidato que enfrentará o presidente Barack Obama , do Partido Democrata, nas eleições presidenciais de 6 de novembro.

Ele tem grande apoio dos delegados partidários, mas sua campanha está ansiosa por uma vitória simbólica nas primárias, que possa conter o bom momento de Santorum, que venceu em Mississippi e no Alabama na semana passada.

Quando Romney partiu de Porto Rico, seus correligionários pareciam confiantes de que ele ganharia a primária no território americano, por causa dos comentários de Santorum que irritaram muitos porto-riquenhos na semana passada. Santorum afirmou que, se Porto Rico quisesse se tornar um Estado, teria de fazer do inglês o seu idioma principal.

Críticas por Afeganistão

Neste domingo, Romney e Santorum atacaram a política de Obama no Afeganistão, denunciando a "fraqueza" do presidente americano. No país asiático, onde as relações atravessam seu pior momento com o presidente Hamid Karzai , "está claro que as coisas não estão muito boas", disse Romney à rede de televisão Fox News.

"Nosso presidente tem uma parcela de responsabilidade por sua falta de liderança em suas relações com Karzai e com as autoridades locais, assim como em razão de sua relativo distanciamento em relação a nossos comandantes militares no terreno", afirmou o ex-governador do Massachusetts.

A semana foi ruim para os EUA no Afeganistão, em consequência de um ataque de um soldado americano que deixou 16 civis afegãos mortos no domingo passado, dia 11. O massacre provocou a indignação e a revolta do presidente afegão e voltou a pôr em dúvida uma estratégia de saída de um conflito que dura dez anos.

Base americana: Sargento acusado de matar 16 civis afegãos chega aos EUA

Os EUA e os países da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) devem retirar suas tropas até o fim de 2014 e pretendem reduzir até lá seu efetivo, passando para uma missão de suporte às forças afegãs.

Para Romney, "como tem sido visto no Iraque", a política do presidente Obama no Afeganistão parece se encaminhar para uma retirada antes que os objetivos iniciais sejam cumpridos.

Santorum, o mais conservador dos candidatos republicanos, criticou Obama por ter fixado "um calendário" para a retirada do contingente americano, uma decisão tomada pela Otan na cúpula de Lisboa no final de 2010 .

"Se quisermos ganhar uma guerra, não podemos fazer o que esse governo está para fazer, principalmente contra uma guerrilha, porque isso dá esperança a ela de que pode sobreviver" até o fim de 2014, disse no programa "This Week" da ABC em referência à milícia islâmica do Taleban.

*Com Reuters e AFP

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