Porto da capital haitiana já pode receber atividade comercial

Porto Príncipe, 25 jan (EFE).- O porto da capital haitiana, Porto Príncipe, está pronto para a atividade comercial após o terremoto do último dia 12, mas na prática só recebe ajuda humanitária, disseram hoje à Agência Efe fontes da autoridade portuária.

EFE |

"A solidariedade é tal que todos compreendem que é o momento de trazer ajuda humanitária" e, por isso, há prioridade para desembarques deste tipo, embora "não haja proibição alguma de atividade comercial", relataram as fontes.

O porto, cuja segurança está a cargo de tropas dos Estados Unidos, recebeu hoje comida e material de higiene da Colômbia. Essa é a tônica diária da atividade no local desde o terremoto.

Em consequência do tremor, o porto sofreu graves danos e perdeu totalmente seu píer norte. O restante das instalações ficou parcialmente afetado.

O píer tinha esgotado seu período de vida útil e teria que ser reconstruído de qualquer forma. Porém, como ficou completamente destruído, será feito um estudo para sua reconstrução integral.

Após o terremoto, a capacidade de recepção de contêineres no porto passou de 600 para 300 ao dia, acrescentaram as fontes.

O porto, que inclui dois píeres públicos e vários privados, trabalhava 24 horas por dia antes do terremoto. Seu ritmo de atividades caiu drasticamente, mas o terminal só ficou fechado nos dois dias seguintes ao tremor, quando foi feita uma avaliação do estado das instalações.

Situação similar vive o aeroporto Toussaint L'Ouverture, também em Porto Príncipe, que só recebe voos com ajuda humanitária desde o terremoto.

O tremor do último dia 12 teve 7 graus de intensidade na escala Richter. Seu epicentro foi localizado a apenas 15 quilômetros de Porto Príncipe.

Pelo menos 21 brasileiros morreram na tragédia, sendo 18 militares e três civis, entre eles a médica Zilda Arns, fundadora e coordenadora da Pastoral da Criança, e Luiz Carlos da Costa, o segundo civil mais importante na hierarquia da ONU no Haiti. EFE jsm/bba

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