Porta-voz iraquiano ainda estuda acordo de segurança com EUA

Bagdá, 15 out (EFE).- O porta-voz da Presidância iraquiana, Nasser al Ani, declarou ao canal Al Iraqiya que o acordo de segurança entre os Estados Unidos e seu país ainda está sob estudos para obter benefícios em favor da nação árabe.

EFE |

Os Governos de Bagdá e de Washington negociam há vários meses um pacto que regulará a presença das tropas americanas no Iraque depois do vencimento, no final de ano, do mandato dado pelo Conselho de Segurança da ONU.

Entre os temas pendentes nas negociações está a possibilidade de os soldados americanos terem imunidade no Iraque, um tema delicado em que insiste o Governo americano e ao qual Bagdá resiste.

Ani disse que a parte iraquiana elaborou uma minuta de acordo, que "ainda não foi apresentado aos presidentes dos blocos parlamentares e que só foi colocado em reunião do Conselho Presidencial".

Ele adiantou que nos próximos dois dias acontecerá outra reunião para "avaliar os pontos fracos e fortes" do texto, que será revisado pelo conselho de ministros iraquiano e que depois será enviado ao Parlamento para sua aprovação, antes de ser apresentado aos americanos.

O porta-voz do Pentágono, Bryan Whitman, advertiu sobre o risco de se dar muita credibilidade ao conteúdo de uma minuta filtrada pelo Iraque.

"Seguir um papel ou outro, de uma versão ou outra ou de uma minuta ou outra, muitas vezes leva a conclusões equivocadas porque isto é um processo muito dinâmico", afirmou.

Já a Casa Branca afirmou não ter nada a falar sobre um suposto acordo. "Ainda há discussões em andamento", disse a porta-voz Dana Perino.

Em entrevista coletiva em Bagdá, o porta-voz do Exército americano Patrick Driscoll anunciou que a Administração americana tem intenção de retirar 35 mil soldados, "no próximo período", sem especificar uma data exata.

Driscoll afirmou que esta retirada será possível graças ao fato de as forças de segurança iraquianas terem ganhado experiência e aumentado seu número em até 150 mil no Ministério da Defesa e de Interior iraquiano durante este ano. EFE am/rb/jp

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