Porta-voz do premiê palestino pede boicote a produtos israelenses

Ramala, 26 jan (EFE).- Os palestinos esperam que a Espanha, à frente da Presidência rotativa da União Europeia (UE), convença os países do bloco a parar de comprar de Israel produtos que consideram ilegais, já que procedem das colônias judaicas em território ocupado.

EFE |

Em entrevista à Agência Efe, o recém-nomeado porta-voz do Governo palestino, o professor universitário Ghassan Khatib, disse acreditar na capacidade da Espanha de fazer a "UE acabar com o tratamento preferencial aos produtos dos assentamentos".

Economista de formação, Khatib citou como exemplo "as medidas restritivas" adotadas pelo Reino Unido contra os produtos comerciais das colônias judaicas na Cisjordânia, iniciativa que, disse, deveria ser adotada por todos os Estados da UE.

"Seria uma maneira de os israelenses compreenderem a importância de pôr fim à ocupação", argumentou.

A UE mantém um contrato comercial preferencial com Israel, em virtude do qual compra, sem distinção, mercadorias tanto do território internacionalmente reconhecido como israelense como das colônias instaladas nos territórios palestinos.

O boicote "serviria para indicar a ilegalidade dos assentamentos judaicos" e teria como objetivo fazer "todos os Estados, empresas e pessoas físicas a não mantenham com eles nenhum tipo de trato nem troca econômico", disse Ghassan.

Nascido em 1954, em Nablus, e nomeado porta-voz do Executivo de Salam Fayyad há quatro meses, Ghassan baseou o pedido na amizade dos palestinos com o povo e o Governo da Espanha.

"O povo palestino olha para o Governo e o povo espanhol como amigos dos palestinos e amigos da legalidade internacional. Por isso, esperamos da Presidência espanhola (à frente do bloco) um maior envolvimento da UE nos esforços de paz", destacou.

"Chegou a hora de a UE ter um papel mais ativo" no Oriente Médio, acrescentou o porta-voz. EFE aca/sc

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