Porta-voz de Sadr acusa Governo de causar crise para encobrir acordo com EUA

Bagdá, 21 abr (EFE).- Um porta-voz do clérigo xiita Moqtada al-Sadr acusou hoje o Governo do primeiro-ministro iraquiano, Nouri al-Maliki, de ter provocado uma crise com os fiéis de al-Sadr para encobrir a assinatura de um acordo de segurança com os Estados Unidos.

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O porta-voz Salah al-Obeidi afirmou à agência de notícias iraquiana independente "Aswat al-Iraq" que não acreditam "nas alegações do Governo quando diz que estas campanhas militares (contra os militantes de Sadr) têm como objetivo acabar com as redes de criminosos".

Obeidi se referia à operação conjunta iraquiano-americana lançada no final de março com o objetivo de restabelecer a segurança na área, mas, segundo os milicianos, a intenção do Executivo é desarmar a milícia xiita.

O Exército Mehdi, leal a Sadr, ameaçou na noite do sábado começar uma "guerra aberta" se não parar a ofensiva contra sua milícia.

Para o porta-voz de Sadr, estas campanhas militares são politizadas e têm muitos objetivos, principalmente o de desviar a atenção das negociações que estão sendo feitas para alcançar um acordo de segurança a longo prazo com os americanos.

O Iraque e os EUA negociam desde o mês passado a assinatura de um acordo sobre a presença militar americana nesse país e a possibilidade de estabelecer bases militares americanas permanentes.

EFE am/an

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