Porta-voz de Obama nega decisão de reverter decretos de Bush

WASHINGTON - A equipe do presidente eleito dos EUA Barack Obama informou que ele ainda não decidiu se vai reverter ordens executivas do atual presidente George W. Bush em assuntos como pesquisa com células-tronco e extração de petróleo.

Redação com agências internacionais |

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Membros da equipe de transição de Obama disseram no domingo que ele agiria rápido a partir da posse, no dia 20 de janeiro, para suspender decretos de Bush que provocaram forte oposição dos democratas.

"De modo geral, em relação à segurança nacional, à economia, às lideranças importantes que vão lidar com o sistema de saúde, energia e meio ambiente, acho que ele pretende agir muito rapidamente", disse John Podesta, um dos chefes da equipe de transição de Obama no programa "Fox News Sunday".

Mas a porta-voz de Obama, Stephanie Cutter, divulgou um comunicado na segunda-feira, dizendo que Obama vai discutir todos os decretos com os democratas e com os republicanos, além dos membros de seu gabinete, que ainda não foram escolhidos.

"O presidente eleito Obama vai honrar o compromisso que assumiu durante a campanha e vai rever todos os decretos, mas este processo ainda não começou e nenhuma decisão foi tomada", disse a porta-voz.

"O presidente eleito prometeu um governo aberto e inclusivo. Então, antes de tomar qualquer decisão sobre ações executivas ou legislativas, ele vai se reunir com os líderes do Congresso de ambos os lados e com os grupos interessados."

Fim de Guantánamo

Entre as prioridades de Obama estaria acabar com a controversa prisão de Guantanamo, em Cuba, onde estão presos homens acusados de ligação com terrorismo mundial. Detalhes dos planos de Barack Obama foram divulgados na segunda-feira e mostram que o novo presidente pretende lançar um esforço logo no início do mandato para reduzir o número de detentos.


Supostos terroristas presos na base de Guantànamo / Getty Images

De acordo informações, Obama estaria pensando em entregar à justiça americana comum parte dos prisioneiros que estão hoje na prisão em Cuba e são acusados de ligação com grupos extremistas.

Outra parte dos detentos também poderia ser libertada e outros, que não poderiam ser julgados em público por questões de segurança nacional, seriam encaminhados a um novo tribunal a ser criado especialmente para eles.

Obama já havia indicado durante a campanha que pretendia fechar a prisão e a descreveu como um "triste capítulo na história americana".

Com informações da Reuters

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